Chuva aperta oferta e faz preços dispararem na Ceasa; abóbora sobe 25%
Hortaliças e frutas sentem impacto do clima e do frete, maior oferta derruba preço da berinjela e do limão
A conta da feira voltou a pesar no bolso do consumidor em Campo Grande. Levantamento da Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) mostra que, entre os dias 23 e 28 de março, produtos básicos tiveram aumento expressivo, puxados principalmente pelos efeitos das chuvas nas lavouras e pelo custo do transporte.
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Produtos básicos ficaram mais caros nas feiras de Campo Grande entre os dias 23 e 28 de março, segundo levantamento da Ceasa/MS. A abóbora cabotiá liderou os aumentos, com alta de 25%, seguida pela melancia (13,04%) e pela batata-doce (10%). Chuvas nas lavouras e o custo do diesel no transporte foram os principais fatores. Em contrapartida, berinjela, limão tahiti e pimentão verde registraram queda. Para a Semana Santa, especialistas preveem novos reajustes.
O destaque da semana foi a abóbora cabotiá, que ficou até 25% mais cara e saltou de R$ 60 para R$ 80 o saco de 20 quilos. A explicação está no campo: excesso de umidade prejudicou a colheita, causou perdas e reduziu a qualidade dos produtos disponíveis. Com menos oferta, o preço subiu.
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Outro item que pesou foi o abacaxi pérola, com alta de 7,66%. Além do impacto das chuvas, o aumento do diesel encareceu o frete, já que grande parte da fruta vem do Pará — uma viagem longa até chegar ao Estado.
A batata-doce também entrou na lista dos reajustes, com alta de 10%, influenciada tanto pelo clima em São Paulo quanto pelo período de entressafra. Já o melão espanhol subiu pela terceira semana seguida, refletindo a menor oferta no Nordeste, enquanto a melancia teve aumento de 13,04%, com perdas causadas por rachaduras e problemas na colheita.
Alívio pontual
Se por um lado alguns itens encareceram, por outro houve respiro em produtos com maior oferta. A berinjela registrou a maior queda da semana, com recuo de 16,67%, após um período de preços elevados. Com a normalização da produção, mais mercadoria chegou ao mercado e puxou os valores para baixo.
Também ficaram mais baratos o limão tahiti (–11,11%), o pepino comum (–11,11%) e o pimentão verde (–10%), todos beneficiados pelo aumento da oferta e pelo consumo mais fraco no fim do mês, quando o poder de compra costuma diminuir.
O caqui rama forte seguiu a lógica da safra: com maior volume vindo de São Paulo, os preços começaram a ceder, ainda que de forma moderada.
O que esperar
A tendência para os próximos dias é de mudança no ritmo do mercado. Com a virada do mês e a proximidade da Semana Santa, a expectativa é de recuperação nas vendas, o que pode interromper a queda de alguns produtos e até provocar novos reajustes.
Para o consumidor, o cenário reforça um velho hábito: pesquisar preços e adaptar o cardápio ao que está mais em conta pode ser a melhor estratégia diante de um mercado cada vez mais sensível ao clima e aos custos logísticos.




