Dólar fecha em alta e chega a R$ 5,25 após recuo forte em janeiro
Moeda sobe 0,19% nesta segunda, com foco no Focus, PMI e agenda política em Brasília
O dólar comercial fechou em alta de 0,19% nesta segunda-feira (2), cotado a R$ 5,2575, após queda expressiva em janeiro, com influência de dados econômicos, agenda política no Congresso e indicadores da indústria no Brasil e nos Estados Unidos.
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No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), subia 0,58% e atingia 182.408 pontos. Na sexta (31), o dólar havia avançado 1,03% e fechado a R$ 5,2476, enquanto a bolsa recuou 0,97%, aos 181.364 pontos.
No acumulado, o dólar registra queda de 4,39% no mês e no ano. O Ibovespa acumula alta de 12,56% nos dois períodos.
No cenário doméstico, o mercado reagiu à divulgação do boletim Focus pelo BC (Banco Central). Economistas reduziram a projeção de inflação para 2026 de 4% para 3,99%, a primeira abaixo de 4% desde dezembro de 2024. As estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram em 3,8% e 3,5%.
Mesmo com a taxa de juros mantida em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas, os analistas mantiveram a expectativa de queda dos juros. A projeção aponta taxa de 12,25% ao fim de 2026 e de 10,50% no encerramento de 2027.
Na atividade econômica, o mercado manteve a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2026 em 1,8%. O resultado oficial de 2025 ainda não foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na política, o Congresso Nacional abriu o ano legislativo. A Câmara dos Deputados incluiu na pauta duas medidas provisórias: a MP 1.313/25, que cria o Programa Gás do Povo, e a MP 1.312/25, que autoriza crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o setor rural.
O mercado também acompanhou a divulgação do PMI (Índice de Gerentes de Compras) da indústria. No Brasil, o indicador caiu de 47,6 pontos em dezembro para 47,0 em janeiro, segundo a S&P Global, o pior nível em quatro meses e abaixo da linha de 50 pontos, que indica retração.


