Vazamento de esgoto escoa água e causa mau cheiro no Carandá Bosque
A situação ocorre em uma área de grande circulação próxima ao Parque das Nações Indígenas
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Um vazamento de esgoto a céu aberto no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, causou transtornos nesta segunda-feira. A água poluída escorria pela Rua Antônio Maria Coelho, próximo ao Parque das Nações Indígenas, espalhando mau cheiro e resíduos como papel higiênico, gerando preocupação com saúde e meio ambiente. A concessionária Águas Guariroba ainda não se pronunciou sobre as providências. O caso ocorre em meio a altos índices de desperdício de água no Estado. Segundo o Instituto Trata Brasil, Mato Grosso do Sul perde diariamente o equivalente a 108 piscinas olímpicas. Em Campo Grande, 39,76% da água distribuída não chega ao consumidor, superando a meta nacional de 25%, evidenciando a urgência de melhorias no saneamento.
Um vazamento de esgoto a céu aberto chamou a atenção de moradores e de quem transitava pelo bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (2).
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O problema foi registrado na calçada em frente ao prédio administrativo da Cassems, próximo a uma das entradas do Parque das Nações Indígenas.
De acordo com relatos, a água do esgoto jorrava pela calçada e escorria pela Rua Antônio Maria Coelho, espalhando forte odor e provocando incômodo.
No trajeto do vazamento, era possível ver até pedaços de papel higiênico sendo levados pela água, o que reforçou a preocupação sobre riscos à saúde e ao meio ambiente.
Um vídeo gravado no local mostra o esgoto fluindo livremente pela via pública, deixando o cheiro forte e gerando questionamentos de pedestres sobre quando o problema será solucionado. A situação ocorre em uma área de grande circulação, próxima a um dos principais parques urbanos da Capital.
A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com a concessionária Águas Guariroba para informar sobre o vazamento e questionar as providências para o reparo. Em resposta a concessionária informou que encaminhou uma equipe para averiguar a situação.
O episódio ocorre em um contexto de altos índices de desperdício de água no Estado. Levantamento do estudo Perdas de Água 2025, do Instituto Trata Brasil, revela que Mato Grosso do Sul desperdiça diariamente o equivalente a 108 piscinas olímpicas de água.
A pesquisa, baseada em dados de 2023, aponta que somente Campo Grande perdeu volume suficiente para encher 27 piscinas olímpicas por dia.
Segundo o estudo, o Estado ainda enfrenta perdas significativas no sistema de abastecimento. Em média, são desperdiçados 311,80 litros por ligação diariamente, acima do parâmetro de excelência de até 216 litros estabelecido pela Portaria nº 490/2021, que define indicadores para a redução de perdas no setor de saneamento.
Em Campo Grande, os dados indicam que 39,76% de toda a água distribuída é perdida antes de chegar ao consumidor, percentual superior à meta nacional de 25%.
As perdas por ligação chegam a 316,81 litros por dia, também acima do padrão considerado ideal, evidenciando a necessidade de investimentos e ações mais eficazes para reduzir desperdícios e evitar situações como a registrada no Carandá Bosque.

