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Capital

Delegacia das Moreninhas desativa celas e para de receber custódia de presos

Unidade passa a atuar exclusivamente na investigação criminal e no atendimento à população

Por Clara Farias | 02/02/2026 18:34
Delegacia das Moreninhas desativa celas e para de receber custódia de presos
Celas na 4ª Delegacia de Polícia Civil (Foto: Reprodução/Sinpol)

A 4ª Delegacia de Polícia Civil, localizada no bairro Moreninhas, região sul de Campo Grande, encerrou nesta segunda-feira (2) as atividades de custódia de presos. As celas da unidade foram desativadas de forma permanente e, a partir de agora, a delegacia passa a atuar exclusivamente na investigação criminal e no atendimento à população. O registro de ocorrências segue funcionando 24 horas.

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A 4ª Delegacia de Polícia Civil, localizada no bairro Moreninhas, em Campo Grande, encerrou as atividades de custódia de presos nesta segunda-feira. A unidade passa a atuar exclusivamente em investigações criminais e atendimento à população, mantendo o registro de ocorrências 24 horas. A mudança transfere a responsabilidade da custódia para a Agepen, encerrando décadas de acúmulo de funções dos policiais civis. A medida é considerada histórica pela categoria, que há tempos reivindicava dedicação exclusiva ao trabalho investigativo, sem a necessidade de realizar tarefas de vigilância e escolta de detentos.

Segundo a Polícia Civil, a mudança põe fim a um ciclo de décadas em que policiais civis precisavam dividir o tempo entre o trabalho investigativo e a guarda de detentos, que chegavam a permanecer na unidade por até 90 dias. Com a alteração, a custódia passa a ser responsabilidade integral da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Para a delegada titular da unidade, Sueili Araújo Lima Rocha, a transferência representa um marco. “Nossa unidade, por muitos anos, exerceu a custódia de presos, acumulando uma atribuição que, embora necessária em determinado contexto, sempre exigiu grande esforço estrutural, humano e administrativo”, afirmou.

Ainda segundo a Polícia Civil, as delegacias não possuem estrutura adequada para custódia prolongada. Com o fim da carceragem, investigadores e escrivães que antes realizavam vigilância, alimentação e escolta de presos, poderão se dedicar exclusivamente à investigação de crimes.

De acordo com a Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), a mudança é uma luta antiga dos policiais civis. “Essa sempre foi uma das nossas principais pautas: garantir que o policial civil exerça a investigação, e não a guarda de presos. Hoje é um dia histórico para a categoria”, diz a nota da entidade.

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