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Economia

FGTS aprova aumento no teto de imóveis do Minha Casa Minha Vida

O conselho reajustou o limite de financiamento para até R$ 275 mil em grandes cidades.

Por Ângela Kempfer | 11/11/2025 11:12
FGTS aprova aumento no teto de imóveis do Minha Casa Minha Vida

Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, nesta terça-feira (11), o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida). O novo teto passa a ser de até R$ 275 mil, conforme o tamanho do município, e busca ampliar o acesso de famílias de baixa renda à casa própria. A medida foi aprovada junto ao orçamento do Fundo, fixado em R$ 160,2 bilhões para 2026.

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O Conselho Curador do FGTS aprovou aumento no valor máximo dos imóveis financiados pelo programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda mensal de até R$ 4.700. Nas grandes metrópoles, o teto passou de R$ 264 mil para R$ 275 mil, um acréscimo de 4%. A medida visa adaptar o programa às altas nos preços da construção civil. Em cidades médias, o limite subiu para R$ 240 mil, e nas capitais regionais, para R$ 235 mil. Em Mato Grosso do Sul, o custo da construção em outubro foi de R$ 1.863,00, abaixo da média nacional de R$ 1.872,24.

Com a mudança, famílias das faixas 1 e 2, com rendas mensais de até R$ 4,7 mil em áreas urbanas, poderão financiar imóveis mais caros. Em cidades com mais de 750 mil habitantes, o limite subirá de R$ 264 mil para R$ 275 mil. Municípios entre 300 mil e 750 mil habitantes terão teto de R$ 270 mil, e os de 100 mil a 300 mil, de R$ 245 mil. No total, 263 cidades serão beneficiadas.

Do valor global do orçamento, R$ 144,5 bilhões serão destinados à habitação, sendo R$ 125 bilhões voltados à habitação popular. Os setores de saneamento básico e infraestrutura urbana receberão R$ 8 bilhões cada, enquanto subsídios a famílias de baixa renda terão R$ 12,5 bilhões — montante superior aos R$ 12 bilhões aplicados neste ano.

O Conselho informou que a Região Norte será a principal beneficiada com o aumento dos subsídios, que poderão chegar a R$ 65 mil por família. Nas demais regiões, o valor máximo permanece em R$ 55 mil. O colegiado, presidido pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também aprovou os orçamentos plurianuais de 2027 a 2029, com valores entre R$ 139 bilhões e R$ 144 bilhões.

As decisões estão alinhadas às metas do governo federal de ampliar o acesso à moradia e fortalecer programas prioritários como o Minha Casa, Minha Vida e o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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