Abaixo da média nacional, vale-refeição em MS dura só 9 dias
Benefício no Estado é de R$ 554,40, ante R$ 649 no Brasil, e perde poder de compra em 2025
Em Mato Grosso do Sul, o valor médio do vale-refeição pago pelas empresas ficou abaixo da média nacional em 2025. Enquanto, no Brasil, o benefício foi de R$ 649 por trabalhador, no Estado a média foi de R$ 554,40, segundo levantamento da empresa de benefícios Pluxee.
RESUMO
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O valor médio do vale-refeição em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 554,40 em 2025, abaixo da média nacional de R$ 649. O benefício no estado cobre apenas 9 dias úteis do mês, enquanto a média brasileira é de 10 dias, mesmo com aumento de 30% em relação ao ano anterior. Os trabalhadores sul-mato-grossenses precisam complementar as despesas com alimentação, desembolsando em média R$ 568,52 mensais. O estado ocupa a quinta posição no ranking nacional, liderado pelo Rio de Janeiro com R$ 646,67, evidenciando disparidades regionais no alcance do benefício.
No cenário nacional, o vale-refeição cobriu, em média, apenas 10 dias úteis por mês, a mesma duração registrada em 2024, apesar de o valor mensal ter sido 30% maior do que no ano anterior. Em Mato Grosso do Sul, a duração do benefício foi ainda menor, alcançando apenas 9 dias úteis.
O estudo revela ainda disparidades regionais: enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará registram até 13 dias de cobertura do benefício, em Roraima o vale-refeição atinge apenas 7 dias úteis.
A pesquisa aponta que, mesmo com o aumento nominal do valor pago pelas empresas, o poder de compra do vale-refeição continua comprometido. Em 2024, o benefício médio era de R$ 496,83 por mês, o equivalente a R$ 22,58 por dia, e já durava apenas 10 dias. Em 2025, o acréscimo não se traduziu em maior cobertura do mês de trabalho. Além do valor fixado, os trabalhadores precisaram complementar as despesas com alimentação.
Em média, o desembolso mensal foi de R$ 568,52 em 2025, acima dos R$ 562,35 registrados no ano anterior, conforme cálculo feito a partir do preço médio das refeições divulgado pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador).
O levantamento também mostra mudanças no comportamento de consumo. Quase metade dos usuários (49%) utilizou o vale-refeição em apenas três estabelecimentos ao longo do mês, enquanto 24% concentraram o uso em até seis locais, indicando maior controle de gastos, fidelidade ou praticidade.
Segundo a Pluxee, os dados refletem a perda gradual do poder de compra do benefício nos últimos anos, mesmo diante das mudanças no cenário econômico e nos hábitos dos trabalhadores brasileiros. No ranking nacional, o maior valor médio é do Rio de Janeiro, com R$ 646,67. Mato Grosso do Sul, com R$ 554,40, ocupa a quinta posição, ficando atrás do Rio de Janeiro, Pará (R$ 608,47), São Paulo (R$ 597,94) e Distrito Federal (R$ 571,42).
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