IFMS tem quatro projetos de sustentabilidade aprovados em iniciativa da Itaipu
Propostas envolvem agricultura familiar, controle biológico e plantas medicinais na fronteira

O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) teve quatro projetos selecionados no 2º edital do Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial, promovido pela Itaipu Binacional. A iniciativa contempla instituições públicas do Paraná e da região sul de Mato Grosso do Sul e aprovou 110 propostas entre 16 instituições de ensino.
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Desenvolvido em parceria com o Itaipu Parquetec, o programa busca fortalecer a relação entre universidade e sociedade, com foco nos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas).
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Participando pela segunda vez do edital, o IFMS teve projetos aprovados nos campi Naviraí, Ponta Porã e Nova Andradina, município que concentrará duas das iniciativas selecionadas. As bolsas terão duração de um ano, com pagamento mensal de R$ 1.400 aos professores-coordenadores e R$ 700 aos estudantes de graduação envolvidos.
Entre as propostas selecionadas está o projeto “Yuyos do Tereré: Plantas Medicinais e Identidade Cultural na Fronteira Brasil–Paraguai”, desenvolvido no Campus Ponta Porã e coordenado pelo professor Marcio Roberto Rigotte. A iniciativa pretende resgatar, registrar e valorizar o uso tradicional das plantas medicinais conhecidas como yuyos, utilizadas no preparo do tereré na região de Sanga Puitã.
Segundo o coordenador, o trabalho prevê a identificação científica das espécies, a organização das informações e a devolutiva à comunidade por meio da implantação de viveiro e horta medicinal comunitária, além da produção de cartilha bilíngue. A proposta une saber popular e conhecimento acadêmico, com foco na valorização cultural, na orientação sobre o uso correto das plantas e na sustentabilidade, ao incentivar o cultivo doméstico e agroecológico para reduzir a coleta indiscriminada.
Outra iniciativa aprovada em Nova Andradina é o projeto “Difusão do Controle Biológico de Pragas para Agricultores e Comunidades Escolares”, coordenado pelo professor Luiz Henrique Costa Mota. A proposta busca levar conhecimento prático sobre produção e uso de bioinsumos, mostrando alternativas ao uso excessivo de agrotóxicos e incentivando práticas agrícolas mais sustentáveis.
De acordo com o coordenador, a ação pretende beneficiar agricultores familiares ao reduzir custos de produção e ampliar a autonomia no manejo das lavouras, além de contribuir para a oferta de alimentos com menor presença de resíduos químicos. O projeto também tem caráter educativo, ao envolver estudantes do ensino fundamental e promover a conscientização ambiental desde a formação básica.
Os estudantes do IFMS participantes das ações terão contato com atividades em laboratório e no campo, desenvolvendo competências técnicas e sociais, como pesquisa aplicada, trabalho em equipe e responsabilidade social. As atividades serão executadas ao longo de 2026 nos próprios municípios, envolvendo tanto a comunidade escolar quanto o público externo atendido pelos projetos de extensão.
Os projetos "Sistema Agroflorestal Agroecológico para Agricultura Familiar", coordenado pelo professor Daniel Zimmermann, do Campus de Naviraí; e o "Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Banana: Qualidade de Mudas e Boas Práticas para Agricultura Familiar", de coordenação da professora Nancy Farfan Carrasco, do Campus de Nova Andradina, também foram aprovados na seletiva.
Na edição anterior do programa, em 2025, o IFMS teve nove propostas aprovadas, contemplando temas como agricultura familiar, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável na região sul do Estado, com iniciativas voltadas à piscicultura com tecnologias limpas, educação ambiental e manejo sustentável de culturas agrícolas.
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