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Meio Ambiente

Estado investe R$ 10 milhões na infraestrutura para sediar COP15

Evento reunirá delegações de 133 países, com foco na proteção da fauna e cooperação internacional

Por Inara Silva | 28/02/2026 12:58
Estado investe R$ 10 milhões na infraestrutura para sediar COP15
Secretário Jaime Verruck, da Semadesc, ao lado do secretário executivo do MMA, João Paulo João Paulo Capobianco, durante lançamento da COP 15 (Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc)

Mato Grosso do Sul investirá R$ 10 milhões na estrutura para sediar a COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias), que será realizada em Campo Grande entre 23 e 29 de março de 2026. O evento internacional deve reunir delegações de 133 países e até 5 mil participantes para discutir a proteção da fauna migratória e seus habitats.

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Mato Grosso do Sul investirá R$ 10 milhões na infraestrutura para sediar a COP15, conferência internacional sobre espécies migratórias, em Campo Grande, entre 23 e 29 de março de 2026. O evento deve reunir delegações de 133 países e até 5 mil participantes.A estrutura será montada pela empresa Soluctions Logística e Eventos, incluindo tendas, galpões e sistemas de segurança. O Bosque Expo será o principal local do evento, que também terá atividades no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, Bioparque Pantanal e Casa do Homem Pantaneiro.

O contrato foi firmado pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com a empresa Soluctions Logística e Eventos Ltda ME, responsável pela organização, montagem e execução da infraestrutura necessária.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado, o acordo prevê instalação de 60 tendas fechadas de 10x10 metros, 80 tendas de 5x5 metros, 31 mil metros quadrados de estruturas modelo galpão, além de proteção de pisos e gramados e fornecimento de gradis de aço para controle de acesso e segurança. O investimento utiliza dotação orçamentária estadual e tem vigência de 12 meses, com possibilidade de prorrogação conforme a legislação.

A conferência é promovida no âmbito da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), tratado ambiental vinculado à Organização das Nações Unidas, em vigor desde 1979. O encontro ocorre a cada três anos e é o principal fórum global de decisão sobre políticas de conservação de espécies que cruzam fronteiras durante seus ciclos de vida.

O anúncio oficial foi comunicado pelo secretário-executivo do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, durante visita ao Estado.  Segundo ele, a escolha de Mato Grosso do Sul foi baseada nas políticas ambientais já estabelecidas e na capacidade de receber um encontro multilateral dessa dimensão.

Capobianco afirmou que a proposta é apresentar a Capital como exemplo de convivência entre seres humanos e natureza, destacando a infraestrutura urbana e a qualidade dos espaços públicos.

Estrutura e logística -  O principal palco da conferência será o Bosque Expo, onde funcionará a chamada “blue zone”, área oficial da ONU destinada às negociações, plenárias e reuniões ministeriais. Também estão previstos eventos paralelos no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes; no Bioparque Pantanal e na Casa do Homem Pantaneiro, ambos no Parque das Nações Indígenas.

A operação envolve planejamento de segurança, logística aeroportuária com apoio da concessionária Aena, articulação com companhias aéreas para ampliação de voos e mobilização dos setores de hotelaria, alimentação, cultura e turismo. Também está em estudo a criação de um sistema de transporte coletivo exclusivo para conectar hotéis ao local do evento.

Importância ambiental - A convenção reúne atualmente 1.189 espécies migratórias, entre aves, mamíferos terrestres e aquáticos, peixes, répteis e insetos, número que pode crescer com a inclusão de novas espécies. O Brasil, considerado um dos territórios-chave para a biodiversidade migratória e integrante da CMS desde 2015, atua para ampliar tanto o número de espécies protegidas quanto o de países signatários. Entre as nações que ainda não aderiram ao acordo estão Estados Unidos, México, Canadá e Rússia.

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