Nem toda mulher nasceu para ser loira
Clarear os fios pode iluminar ou apagar sua beleza natural. Entenda a importância do contraste
Durante muitos anos, o loiro foi vendido como sinônimo de poder, sensualidade e destaque. Basta lembrar de ícones como Marilyn Monroe ou Gisele Bündchen: mulheres que transformaram o cabelo claro em assinatura pessoal. O problema é que, na vida real, a beleza não é um padrão universal. Ela é individual.
E aqui vai uma verdade que pouca gente fala: o loiro não fica bem para todas.
A maioria das brasileiras tem uma beleza naturalmente mais escura. Olhos castanhos, cabelos castanhos, sobrancelhas marcadas, pele clara ou morena com profundidade. Quando você observa essa repetição de tons, percebe que existe uma harmonia. E é exatamente nisso que a coloração pessoal se baseia: repetir e valorizar os tons naturais que você já tem.
A técnica da coloração pessoal, utilizada na consultoria de imagem, identifica quais cores iluminam a sua pele, suavizam olheiras, realçam seus olhos e trazem vitalidade ao rosto. Ela não é sobre tendência, é sobre saber o que te valoriza.
Por isso, poucas mulheres realmente possuem uma beleza clara o suficiente para que o loiro ilumine mais do que o próprio castanho natural. Muitas vezes, o que acontece é o oposto: ao clarear demais os fios, especialmente quando a pessoa tem olhos e sobrancelhas castanhos, o rosto perde profundidade. A pele pode parecer mais pálida, as olheiras ficam evidentes e a maquiagem passa a ser quase obrigatória para “devolver” contraste.
Se você já ficou loira e teve a sensação de que algo não encaixava — talvez fosse isso. Antes de decidir pela transformação, o ideal é conhecer sua cartela de cores. Mas, se você ainda não passou por uma análise, existe um caminho prático: observe o seu contraste pessoal.
Contraste é a diferença entre o tom da sua pele, dos seus olhos, do seu cabelo e das suas sobrancelhas.
• Pele muito clara + cabelo bem escuro + sobrancelhas marcadas = alto contraste. Nesse caso, clarear mais do que dois tons costuma empalidecer demais.
• Pele clara ou média + cabelo castanho médio + olhos castanhos suaves = contraste médio. Aqui, é possível iluminar alguns tons, fazer mechas estratégicas, criar movimento sem mexer muito no contraste.
• Pele e cabelos próximos sem profundidade = baixo contraste. Essas mulheres geralmente conseguem clarear um pouco mais sem perder harmonia — desde que o subtom esteja alinhado (quente, frio ou neutro).
Perceba: não é uma questão de poder ou não poder. É claro que você pode pintar os cabelos da cor que quiser, mas aqui o ponto principal é: saber valorizar a sua beleza natural. É uma questão de estratégia.
Cabelo é moldura. E a moldura precisa conversar com a obra. Quando você respeita a sua natureza, a sua beleza aparece antes do cabelo. Quando você força um tom que não conversa com seus traços, o cabelo aparece antes de você.
Talvez o castanho que você insiste em abandonar seja exatamente o que transmite sofisticação, força e credibilidade. E talvez o “iluminado” ideal para você não seja loiro claríssimo, mas um chocolate quente, um castanho dourado, um tom de mel ou avelã. mel discreto. A pergunta não é “todo mundo faz luzes ou pinta de loiro?”. A pergunta é: ele valoriza você?
(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial). Siga no Instagram @vistavoce_.

