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Análise de delação pode render novas fases de operação

Por Anahi Zurutuza, Kamila Alcântara e Mylena Frahia | 14/03/2026 07:00
Análise de delação pode render novas fases de operação
Agente do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) em frente à Prefeitura de Sidrolância durante uma das fases da Tromper (Foto: Paulo Fracis/Arquivo)

Rendendo – Depoimento de delator não só confirmou crimes já investigados, como revelou novos ilícitos e novos envolvidos no cartel de empresas estruturado para controlar as licitações e contratos com a Prefeitura de Sidrolândia. Ou seja, passados três anos da deflagração da Operação Tromper, que prendeu Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, ex-vereador da Capital e ex-secretário de Fazenda da cidade do interior, ainda pode crescer.

Material robusto – Acordo de delação premiada de Milton Matheus de Paiva Matos, foi formalizado em setembro de 2024, mas Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) só conseguiu concluir relatório contendo toda a transcrição do interrogatório e análise das provas entregues pelo delator em fevereiro deste ano.

Alto custo – Mesmo com previsão de R$ 9,5 milhões para investimentos em 2025, a Agetec (Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação) terminou o ano sem aplicar um centavo sequer nessa área. O balanço orçamentário publicado no Diogrande mostra que todo o gasto da agência ficou concentrado em custeio e folha de pagamento, enquanto os recursos reservados para modernização tecnológica simplesmente não saíram do papel.

Nada novo – Na prática, o órgão gastou mais de R$ 32,5 milhões no ano, mas os investimentos planejados para novos projetos ou melhorias na estrutura digital da Prefeitura de Campo Grande não foram executados.

Fundo negativo – Mesmo com quase R$ 440 mil recebidos da Prefeitura de Campo Grande, o FAC (Fundo de Apoio à Comunidade) fechou 2025 no vermelho. O balanço publicado no Diogrande mostra que o fundo arrecadou praticamente nada por conta própria, apenas R$ 3,4 mil, e utilizou os recursos principalmente para compra de materiais e contratação de serviços ligados às ações sociais. No fim das contas, o exercício terminou com resultado negativo de R$ 29,5 mil, indicando que as despesas e variações patrimoniais superaram os recursos disponíveis no período.

Força-tarefa – O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) criou um mutirão para acelerar o julgamento de processos que estão parados nos Juizados Especiais do Estado. A medida e prevê que juízes sejam designados temporariamente para analisar ações que aguardam sentença há mais de 60 dias. Cada magistrado receberá lotes de processos para julgamento, em uma força-tarefa que deve durar inicialmente 90 dias e tem como objetivo reduzir o acúmulo de casos e dar mais rapidez às decisões.

Regularização – A Justiça Eleitoral da 25ª Zona, que atende Eldorado, Iguatemi e Itaquiraí, decidiu dispensar o pagamento de pequenas multas eleitorais de até R$ 50 para facilitar a regularização do título antes das eleições de 2026. A medida vale entre 27 de abril e 6 de maio, período em que costuma aumentar a procura nos cartórios para transferência, revisão ou emissão do título. Nesses casos, o eleitor não precisará ir ao banco pagar a multa para regularizar a situação, desde que não tenha outras pendências eleitorais.

Moradia indígena – A Câmara Municipal realiza neste sábado (14), às 9h, audiência pública na Aldeia Água Funda, no Jardim Noroeste, para discutir o tema “Moradia Indígena: uma condição para o bem viver”. O debate é promovido pela Comissão Permanente das Causas Indígenas, presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), com o objetivo de levantar dados sobre as condições de moradia de indígenas que vivem na área urbana e buscar soluções que garantam habitação digna sem desconsiderar cultura e tradições.

Horário mantido – A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) publicou resolução que mantém o horário de funcionamento da sede, setores administrativos e unidades da rede municipal em Campo Grande. O expediente seguirá das 7h às 11h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Contingência – A medida determina que a saúde não será afetada pelas mudanças previstas no decreto de contingenciamento da Prefeitura de Campo Grande, publicado em fevereiro, que reduziu o expediente nas repartições municipais para das 7h30 às 13h30. Segundo a pasta, a decisão considera o caráter essencial e contínuo dos serviços prestados à população.