O Agente Secreto vence Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro
O filme brasileiro bateu concorrentes de peso, como Foi Apenas Um Acidente, do iraniano Jafar Panahi
É do Brasil! O longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa neste domingo (11), superando produções consideradas favoritas na disputa.
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O filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa. A produção superou favoritos de países como Irã, França e Espanha, tornando-se o terceiro filme nacional a vencer nesta categoria. Ambientado na década de 1970, o longa retrata um professor universitário que volta ao Recife para reencontrar o filho durante a ditadura militar. O filme se destaca pela combinação de drama familiar e tensão política, além do cuidadoso trabalho de direção de arte e fotografia que reconstitui o período histórico.
O filme brasileiro bateu concorrentes de peso, como Foi Apenas Um Acidente, do iraniano Jafar Panahi, que era apontado como um dos principais nomes da categoria. Também disputavam o prêmio produções da França, Coreia do Sul, Noruega, Tunísia e Espanha.
Protagonizado por Wagner Moura, O Agente Secreto entra para a história como o terceiro filme brasileiro a vencer o Globo de Ouro nessa categoria. O primeiro foi Orfeu Negro, dirigido por Marcel Camus, premiado em 1960. Quase quatro décadas depois, em 1998, foi a vez de Central do Brasil, de Walter Salles, conquistar a estatueta.
Ambientado nos anos 1970, o longa acompanha a trajetória de um professor universitário que retorna ao Recife para reencontrar o filho mais novo em meio a um Brasil marcado pela repressão da ditadura militar. Interpretado por Wagner Moura, o personagem vive conflitos pessoais e políticos enquanto tenta reconstruir os laços familiares em um período de censura, medo e perseguição.
Assinado pelo próprio Kleber Mendonça Filho, o roteiro combina drama íntimo e tensão política, características já conhecidas do diretor pernambucano, responsável por filmes como Aquarius e Bacurau.
A produção também se destaca pelo cuidado com a direção de arte e a fotografia, que recriam com fidelidade à atmosfera dos chamados anos de chumbo.
Com a vitória, O Agente Secreto reforça a força do cinema nacional no cenário internacional e amplia o reconhecimento da produção brasileira entre as grandes premiações do mundo.
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