Projeto internacional leva arte e tecnologia ao território indígena em MS
Projeto quer mostrar que os povos indígenas também podem estar à frente da tecnologia, da arte e da ciência

Artistas e pesquisadores de vários países estão em Mato Grosso do Sul para uma experiência com os povos indígenas Guarani e Kaiowá. Eles participam do projeto Futuro Multivozes, uma iniciativa que une tecnologia, arte e cultura, com o objetivo de fortalecer a memória e as tradições indígenas por meio da inovação.
A ação acontece dentro das aldeias e tem foco na criação do Museu de Realidade Virtual Guarani-Kaiowá, idealizado por anciãs e anciãos das comunidades. O museu usa ferramentas digitais para conectar os mais jovens às suas raízes e preservar o conhecimento ancestral.
O projeto é realizado pelo Laboratório de Antropologia Multimídia da Universidade de Londres (UCL MAL) e conta com a participação de artistas renomados internacionalmente, como o fotógrafo e cineasta Roger Eaton, o músico britânico A Guy Called Gerald, a especialista em som imersivo Andrea Eszter Kereschen, além de Ed Webster e Vytautas Niedvaras, que também atuam com multimídia.
No Brasil, o projeto tem parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Quantum Lab, laboratório de inovação tecnológica da universidade. Também fazem parte do time nomes como Scott Hill e Kelvin Mbaretê, artistas e ativistas indígenas Guarani-Kaiowá, além da coordenadora Fabi Fernandes e os pesquisadores Amir Garmroudi e Megan Man.
Além da tecnologia e da arte, o projeto também destaca a importância de cuidar do meio ambiente e preservar o patrimônio cultural dos povos originários.
Entre os dias 7 e 11 de abril, o projeto estará presente no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, o maior encontro indígena do Brasil, que deve reunir cerca de 10 mil pessoas de mais de 200 povos.
Durante o evento, o Futuro Multivozes vai apresentar as ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul e promover atividades como:
- Demonstração do Museu de Realidade Virtual Guarani-Kaiowá;
- Instalação de um sistema de som imersivo criado com tecnologia de ponta;
- Workshop "Sonic Afrofuturism", unindo o grupo de rap indígena Brô MC’s ao músico A Guy Called Gerald;
- Oficina de cinema com inteligência artificial, comandada por Roger Eaton, ensinando indígenas a criarem filmes inspirados em suas histórias e mitologias.
O projeto quer mostrar que os povos indígenas também podem estar à frente da tecnologia, da arte e da ciência, contribuindo com suas visões para um futuro mais justo e diverso.

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