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Diversão

Irmãos levam mãe para celebrar 70 anos entre grutas e Pantanal baiano

Chapada Diamantina renovou mais um ano de vida de Leuza, matriarca da família Arruda

Por Thailla Torres | 02/03/2026 09:02
Irmãos levam mãe para celebrar 70 anos entre grutas e Pantanal baiano

RESUMO

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Uma família celebrou os 70 anos da matriarca, Leuza Ramona de Arruda, com uma viagem à Chapada Diamantina, na Bahia. Durante dez dias, os irmãos Lucas, Letícia e Lenise Arruda exploraram as belezas naturais da região, tendo como base a cidade de Lençóis.O roteiro incluiu visitas a grutas, como a Lapa Doce e a Pratinha, banhos em rios cristalinos e poços naturais, além de uma celebração especial no Pantanal de Marimbus, escolhido em homenagem às origens pantaneiras da aniversariante. A viagem terminou em Salvador, com passeio à Ilha dos Frades, combinando natureza e história em uma experiência familiar memorável.

Ainda em 2025, Lucas Arruda e as irmãs, Letícia Arruda e Lenise Arruda, decidiram fazer algo realmente especial para celebrar os 70 anos da mãe, Leuza Ramona de Arruda. A proposta era criar uma memória em família, algo que nunca haviam vivido todos juntos.

A escolha foi a Chapada Diamantina, na Bahia. E é sobre essa comemoração, marcada por natureza, desafios e conexão, que Lucas fala hoje na série Voz da Experiência.

Irmãos levam mãe para celebrar 70 anos entre grutas e Pantanal baiano
Família no rio que corta Lençóis (Foto: Arquivo Pessoal)

"Compramos as passagens para ficar cerca de dez dias por lá, de 2 a 11 de fevereiro. Pesquisamos as cidades da região e decidimos nos hospedar em Lençóis, cidade acolhedora e bem estruturada, que se tornou nossa base para explorar as maravilhas naturais da Chapada.

Chegou a data da viagem e partimos. Primeiro paramos em Salvador, onde ficamos até o dia 4 de fevereiro, quando seguimos para Lençóis em um carro alugado. Todos os deslocamentos foram feitos com um sedan comum, sem necessidade de veículo 4x4, já que as estradas e acessos são tranquilos e bem conservados. Foram cerca de seis horas de viagem até a cidade, onde chegamos na hora do almoço.

Lençóis é um charme. Uma cidade pequena, acolhedora e cheia de vida, com centro histórico de ruas de paralelepípedos, casas coloniais coloridas e um rio que corta a cidade. Fomos almoçar e depois nos instalamos na pousada. Mais tarde saímos para caminhar e conhecer melhor o lugar. Logo percebemos a hospitalidade das pessoas e o clima tranquilo que faz o visitante se sentir em casa.

O centro é cheio de bares e restaurantes, grande parte com comida caseira muito saborosa e preços justos, algo que encontramos em praticamente todos os lugares da viagem. Há também museus interessantes, como o Museu Sincorá, dedicado à geologia e à história local, e a Casa de Cultura Afrânio Peixoto, voltada à memória regional e do escritor.

Mas a grande atração da Chapada Diamantina é a natureza. Espetacular, grandiosa e ao mesmo tempo delicada, a região reúne rios cristalinos, cachoeiras, grutas e serras que parecem pinturas. Trilhas são parte essencial da experiência. Apesar dos 70 anos, minha mãe vai diariamente à academia e faz caminhadas, então não havia preocupação com o preparo físico, na verdade, a dúvida era mais sobre mim e minha irmã Letícia, que somos um pouco mais sedentários. No fim, tudo correu bem: cansativo às vezes, mas sempre recompensador.

No primeiro dia de passeio, 5 de fevereiro, saímos cedo para a Gruta da Lapa Doce. Pegamos o carro e dirigimos cerca de uma hora até a entrada. Pagamos R$ 70 e iniciamos a trilha com o guia. Descemos até a formação geológica e logo percebemos que estávamos diante de algo impressionante, daqueles cenários que parecem irreais.

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Entrada da gruta Lapa Doce (Foto: Arquivo Pessoal)

Entramos na gruta e caminhamos cerca de 20 minutos até a saída do outro lado. De capacete e lanterna, seguimos guiados por cordas e pelo próprio guia, já que não entra nenhuma luz natural. Paramos várias vezes para observar formações como estalactites, estalagmites e colunas, enquanto o guia contava histórias do lugar.

Em um momento especial, desligamos as lanternas para sentir o silêncio e a escuridão absoluta. Foi uma experiência quase espiritual, difícil de descrever em palavras.

Ao sairmos, comemos frutas da região e seguimos para a Fazenda Pratinha, onde fica o rio Pratinha.

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Interior da gruta Lapa Doce (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelas fotos, o lugar lembrava os rios de Bonito, tão conhecidos por nós sul-mato-grossenses. Depois de cerca de 40 minutos de estrada, chegamos ao balneário e pagamos R$ 110. O local é muito bem estruturado, com restaurante, loja e áreas de descanso, além de um ambiente organizado e agradável e até um Wi-fi potente, que funcionava muito bem.

Primeiro fomos à Gruta Pratinha e nos encantamos com o azul cristalino da água. A transparência impressiona e a paisagem parece saída de um cartão-postal. Depois seguimos para o rio.

Sentamos numa mesa do restaurante à margem da água, onde mais uma vez encontramos comida caseira saborosa e valores acessíveis. Aproveitei para provar caipirinhas de cajá e de umbu, frutas típicas da região.

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Família conhecendo a beleza da Gruta Pratinha (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois fomos nadar. A água é incrivelmente transparente e tranquila, em nenhum ponto chegou a cobrir totalmente nosso corpo. Minha mãe se divertiu muito – fazia décadas que não nadava em rio – e mostrou que não havia perdido o jeito.

Passamos boa parte da tarde ali, imersos naquela natureza espetacular, até seguirmos para o Morro do Pai Inácio, a cerca de 20 minutos de Lençóis.

Subimos eu e Lenise pouco antes das 17h. Minha mãe e Letícia preferiram ficar. Em cerca de 15 minutos chegamos ao topo.

A vista impressiona. Montanhas se espalham pelo horizonte e revelam a imensidão da Chapada Diamantina, um cenário que faz qualquer esforço valer a pena. 

Depois voltamos para Lençóis, onde jantamos novamente em um restaurante simples, acolhedor e com comida caseira deliciosa, antes de descansar para o dia seguinte.

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Rio Pratinha (Foto: Arquivo Pessoal)

No segundo dia visitamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Após o café da manhã, partimos para o primeiro destino, a cerca de uma hora dali. Pagamos R$ 60 e aguardamos o guia para a descida.

Fomos recebidos por um macaquinho e por um guia muito simpático. Descemos até o poço sem dificuldade. O azul intenso da água surge de repente e emociona logo no primeiro olhar. Não é permitido nadar ali, para a conservação do ambiente, mas a contemplação já vale a visita.

Depois de cerca de uma hora e meia, seguimos de carro para o Poço Azul. Pagamos R$ 40 e fomos primeiro para a ducha, já que é necessário retirar protetor e cremes antes do banho.

Descemos até o poço e novamente fomos surpreendidos pela beleza impressionante das águas cristalinas. Ficamos cerca de 15 minutos na água, o tempo permitido. O uso de colete é obrigatório, já que a profundidade chega a 18 metros. Mesmo assim, é possível enxergar o fundo com nitidez impressionante.

Depois almoçamos ali mesmo. Mais uma refeição simples, caseira e deliciosa, com preço justo – uma marca constante da Chapada. Voltamos para Lençóis. O dia seguinte seria especial: o aniversário da nossa mãe.

Irmãos levam mãe para celebrar 70 anos entre grutas e Pantanal baiano
Família conhecendo o Poço Encantado (Foto: Arquivo Pessoal)

Acordamos cedo, demos os parabéns e seguimos para celebrar em um lugar simbólico: o Pantanal de Marimbus. Saímos do Pantanal, mas o Pantanal nunca saiu da gente. Escolhemos esse passeio porque nossa mãe nasceu em Porto Murtinho, às margens do Rio Paraguai, no Pantanal sul-mato-grossense.

O passeio começa na Comunidade Quilombola do Remanso, um lugar simples e extremamente acolhedor, a cerca de 16 km de Lençóis. O passeio custou R$ 500 para os quatro.

Saímos pelo rio Santo Antônio. Passamos por palmeiras usadas pela comunidade na produção de óleo de dendê enquanto o guia contava histórias do lugar. A água escura, cor de café, contrastava com o verde intenso da vegetação e criava um cenário de beleza única.

Em alguns trechos o rio é largo; em outros, estreito. A cada curva surgia uma nova paisagem, sempre marcada pela natureza exuberante da região.

Depois de cerca de uma hora e meia paramos para uma trilha curta até a Cachoeira do Roncador. Tomamos banho na água escura e refrescante. Depois de muito sol no barco, foi um alívio delicioso.

Ficamos quase duas horas ali antes de voltar para a sede, onde almoçamos. Mais uma vez encontramos comida caseira preparada com carinho e preço justo, antes da viagem de retorno pelo rio.

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Leuza no barco no rio Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)
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Família curtindo a Cachoeira do Roncador (Foto: Arquivo Pessoal)

A volta foi igualmente bonita. Mesmo com o sol forte, a paisagem parecia não se repetir nunca.

Já passava das 16h quando retornamos para Lençóis.

À noite jantamos uma pizza, escolha da aniversariante, e fomos descansar para o último dia de passeios.

No dia 8 de fevereiro acordamos cedo e seguimos para a Cachoeira do Mosquito. Apesar do nome, não vimos mosquitos. O nome vem dos pequenos diamantes encontrados ali por antigos garimpeiros, os quais eles chamavam de mosquito.

A entrada custou R$ 30. Do estacionamento até a cachoeira são cerca de 15 minutos de descida por escadas. Talvez tenha sido a trilha mais exigente da viagem, principalmente na subida de volta.

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Cachoeira do Mosquito (Foto: Arquivo Pessoal)
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Mirante do Camelo (Foto: Arquivo Pessoal)

Lá embaixo, a cachoeira é um espetáculo. Com cerca de 70 metros de altura, despenca entre paredões rochosos formando um cenário impressionante. Apesar de não formar um poço profundo, o banho é possível em trechos rasos.

Ficamos ali por cerca de duas horas, entrando atrás da queda d'água e aproveitando cada momento. Era impossível não se impressionar com a grandiosidade da natureza naquele lugar.

Depois subimos, com algum esforço, e almoçamos no restaurante do local. Como já era costume, encontramos comida caseira muito bem feita e valores acessíveis.

Na volta ainda passamos pelo Mirante do Camelo, um ponto simples mas bonito, que oferece outra perspectiva da Chapada.

No dia 9 de fevereiro retornamos a Salvador. Chegamos à tarde e fomos conhecer melhor a cidade.

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Vista da Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe

No penúltimo dia fizemos um passeio à Ilha dos Frades. Pagamos R$ 150 por pessoa em um barco a motor com cobertura e guia.

Visitamos uma antiga igreja na Vila do Loreto, observamos guarás vermelhos em uma pequena ilha e nadamos em piscinas naturais próximas aos mangues.

Seguimos até a Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, onde ficamos cerca de uma hora. Conhecemos o vilarejo, subimos até a igreja de Nossa Senhora do Guadalupe do século XVII. Restaurada, a construção brilha aos nossos olhos com seu colorido e arquitetura interior. Ainda apreciamos a vista panorâmica do mar, de uma beleza tranquila e luminosa.

Depois nadamos na praia, que já foi eleita uma das melhores do mundo, mais um pouco antes de seguir o passeio.

Fizemos mais algumas paradas em piscinas naturais e depois almoçamos em uma pequena vila com restaurantes. Mais uma vez encontramos refeições simples, saborosas e com preços justos, reforçando a hospitalidade que marcou toda a viagem.

De volta a Salvador, ainda consegui ir sozinho a um trio elétrico gratuito com Xanddy Harmonia.

Encerramos a viagem no dia seguinte com a sensação de que aqueles dias tinham significado muito mais do que um simples passeio. Celebramos os 70 anos de vida de nossa mãe rodeados por paisagens inesquecíveis, pessoas acolhedoras e momentos de afeto verdadeiro.

Voltamos para casa com a alma leve, fortalecidos como família e com a certeza de que alguns lugares são reencontros. E a Chapada Diamantina, com sua natureza espetacular e sua gente generosa, certamente será um desses lugares para onde sempre desejaremos voltar". 

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