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Sabor

Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila

Formada em Direito, jovem faz sucesso com doce que leva 12 horas para ficar pronto

Por Natália Olliver | 03/02/2026 07:19
Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila
Kamila Carvalho Silva apostou no bolo de pudim e virou febre na loja (Foto: Osmar Veiga)

Inspirado nos famosos bolos de fatia de Goiânia, Kamila Carvalho Silva, de 24 anos, resolveu fazer um teste na doceria que abriu em 2025 e investiu na febre do bolo de pudim. O que ela não esperava era que meses depois faria quase 12 kg dele por semana. Com pedaços generosos, ela já quase não dá conta dos pedidos, isso porque trabalha sozinha e o bolo exige 12 horas de preparação, já contando o tempo de descanso do pudim e do prato finalizado antes de ser vendido.

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Em Campo Grande, a confeiteira Kamila Carvalho Silva transformou sua doceria em um fenômeno local com o bolo pudim, inspirado na tendência de Goiânia. A fatia generosa de 570g, vendida a R, exige 12 horas de preparo e já alcança produção semanal de 12 kg. Formada em Direito, Kamila iniciou vendendo trufas na faculdade para custear seus estudos. Em 2025, abriu sua própria loja na Avenida Presidente Castelo Branco, onde também oferece outras especialidades, como o bolo Matilda, com cinco camadas de chocolate. Trabalhando sozinha, ela mantém uma clientela fiel e crescente.

A fatia custa R e pesa 570 kg, em média. Kamila explica que a quantidade dá para duas pessoas tranquilamente. Formada em Direito em 2024, ela começou a empreender ainda no início da faculdade, quando precisou encontrar uma forma de ajudar a pagar a mensalidade. A solução veio da cozinha.

As primeiras produções eram simples: trufinhas de leite ninho e brigadeiro, feitas à noite e vendidas por R$ 3,50 a unidade. “Vendia umas 30 ou 40 por dia”, lembra. Na época, Kamila também estava na autoescola e levava os doces para vender por lá.

Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila
Kamila faz quase 12 kg de bolo pudim por semana (Foto: Arquivo pessoal)

Seis meses depois, veio o estágio. Mesmo assim, ela não parou. “Continuei para completar o valor e pagar a mensalidade”. Aos poucos, os pedidos foram mudando. Colegas começaram a pedir novidades, e Kamila passou a fazer brownie e bolo de pote, com sabores como morango, brigadeiro e prestígio. “Vendia até no ônibus”.

As encomendas cresceram e, junto com elas, a variedade. Vieram os cupcakes e uma bolsa cada vez mais cheia de opções. Então, a pandemia mudou tudo. O estágio virou home office, mas a mensalidade da faculdade continuou a mesma.

“O pessoal quis comprar pra comer em casa”. Kamila passou a produzir menos, e a mãe, ao chegar do trabalho, fazia as entregas. Foi nesse período que ela criou um Instagram para divulgar o que teria disponível no dia.

Começou a arriscar bolos inteiros e pudins, nem todos com sucesso. “Muita coisa não deu certo. Os primeiros bolos desmoronam”, relembra. Sem cursos ou técnicas formais, ela aprendeu na prática. “foi fazendo mesmo”. Ela conta que a mãe esteve ao lado desde o início e foi ela que não deixou a jovem desistir.

Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila
Hoje Kamila tem uma loja, mas começou vendendo trufa na faculdade (Foto: Osmar Veiga)

Tudo era feito na cozinha da mãe, sempre à noite porque ela estudava e trabalhava. Os bolos no início eram simples, “só caseirinho”. Com o tempo, Kamila passou a enviar os produtos para conhecidos provarem, e o retorno veio no boca a boca. “Hoje tenho clientes fiéis já”.

Em 2025, ela deu um passo maior e montou a própria loja. Alugou o espaço e passou a morar nos fundos. “Era uma região que não tinha”, explica.

Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila
Bolo pudim é carro-chefe na doceria de Kamila; fatia pesa 570kg (Foto: Arquivo pessoal)

Febre das fatias

O carro-chefe é as fatias. O bolo de pudim, inspirado em uma tendência que começou em Goiânia e se espalhou pelo Brasil, virou destaque. “O pudim é o rei”, diz Kamila. É impossível ficar sem repor o produto. As mensagens de procura por ele se empilham no WhatsApp e ela se desdobra para responder.

O preparo é demorado: “O pudim fica quatro horas no forno, em banho-maria; depois precisa de seis horas de descanso e mais seis depois que coloco o doce de leite”. Tudo é feito por ela, sem uso de amido ou trigo. “O nosso pudim tem gosto de pudim”.

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Outro sucesso é o bolo Matilda, com cinco camadas de massa de chocolate e quatro de recheio. A fatia custa cerca de R$ 33. Em dias bons, Kamila vende cerca de 15 bolos, a maioria em fatias. A loja fica na Avenida Presidente Castelo Branco, 309, bairro Coronel Antonino.