Centro veterinário emergencial no Pantanal deve iniciar atividades em fevereiro
Unidade oferecerá, além do atendimento à fauna, serviços de reabilitação e apoio a pesquisas com espécies
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O Centro de Apoio Veterinário, localizado na fazenda Caiman, em Miranda, a 208 quilômetros de Campo Grande, está em fase de implantação, com a proposta de ampliar o atendimento à fauna silvestre encontrada debilitada ou atingida por incêndios florestais e outras ocorrências ambientais no Pantanal. A unidade prevê atendimento médico-veterinário emergencial, além de triagem e estabilização dos animais resgatados.
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Conforme a médica veterinária Flávia Miranda, a unidade deve começar a funcionar no próximo mês, me fevereiro. "Será o primeiro centro de pesquisa de tamanduás no mundo", disse.
Conforme o Instituto Tamanduá, responsável pelo projeto, após os primeiros cuidados, os animais poderão ser encaminhados ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) ou a outras instituições autorizadas pelos órgãos ambientais. A unidade também deverá prestar suporte clínico a projetos desenvolvidos no Refúgio Ecológico Caiman e dar apoio a pesquisas científicas realizadas na região.
A estrutura planejada inclui recintos destinados a animais de pequeno, médio e grande porte, além de espaços que permitam a expressão de comportamentos naturais. Esses ambientes são considerados fundamentais para a avaliação da recuperação dos animais e da viabilidade de soltura após o tratamento.
Para viabilizar a implantação, já foram adquiridos três contêineres de 12 metros, que irão compor a estrutura física. O espaço terá cerca de 150 metros quadrados e contará com clínica veterinária, laboratório e sala de internação equipada com gaiolas, além de cobertura adequada para minimizar os efeitos do calor característico da região pantaneira. No entorno da unidade, também estão previstos recintos destinados à reabilitação dos animais antes da reintrodução ao ambiente natural.
A unidade integra a criação do Centro de Cuidados e Pesquisas Especializadas em Xenarthra, grupo de mamíferos que inclui tamanduás, preguiças e tatus. Em vídeo institucional, divulgado em dezembro do ano passado, o biólogo Jorge explica que o centro foi idealizado para oferecer o primeiro atendimento emergencial à fauna pantaneira, cada vez mais impactada por incêndios florestais e colisões com veículos, além de funcionar como o primeiro centro de pesquisa especializado em Xenarthra no Pantanal.
O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) instaurou procedimento administrativo para acompanhar a implantação do Centro de Apoio Veterinário.
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