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Meio Ambiente

Na trégua das chuvas, tuiuiús aproveitam para pescar em vazante no Pantanal

Eles estão acompanhados por cabeças-secas, aves da mesma família que também se alimentam de animais aquáticos

Por Cassia Modena | 05/02/2026 09:25


Uma vazante cheia às margens da BR-262, que corta o Pantanal de Mato Grosso do Sul, foi o local escolhido para o almoço de, pelo menos, 100 tuiuiús e cabeças-secas na última segunda-feira (2). Aquele foi o segundo de uma sequência de quatro dias chuvosos na região.

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Em uma pausa entre as chuvas no Pantanal sul-mato-grossense, cerca de 100 tuiuiús e cabeças-secas foram flagrados pescando às margens da BR-262. O registro foi feito pelo fotógrafo Wilmar Carrilho durante uma viagem a trabalho entre Miranda e Corumbá. O momento de abundância contrasta com o alerta de risco de incêndios nos próximos meses. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima, a combinação de chuvas abaixo da média em janeiro e altas temperaturas, influenciadas pelo El Niño, pode favorecer a propagação do fogo no bioma.


As aves de perna longa foram vistas de longe pelo fotógrafo de natureza, Wilmar Carrilho. Ele filmou a cena com o zoom das lentes durante uma viagem a trabalho até Corumbá. "Fui observando as margens da rodovia. Tinha passado há uns dois, três meses atrás e não havia aves nesse mesmo local. Foi uma sensação muito boa ver nosso Pantanal, de novo, cheio de vida", diz.

Os tuiuiús são símbolo do bioma sul-mato-grossense. As cabeças-secas, que os acompanham na caça, são aves da mesma família. Ambos se alimentam de animais aquáticos, sendo peixes a base da dieta.

A pesca em grupo foi flagrada entre Miranda e Corumbá, numa trégua entre as chuvas. Em Miranda, o volume acumulado em três dias (de 2 a 4 de fevereiro) havia superado em 7% toda a precipitação esperada para o mês, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).

Alerta - Os próximos meses têm risco de retorno de graves incêndios no Pantanal. Isso porque, também de acordo com o Cemtec, a chuva de janeiro não atingiu a média e estão previstos períodos de temperaturas altas no bioma. A soma dos fatores acaba favorável para o fogo se alastrar, seja ele criminoso ou de causas naturais. Cenários bastante tristes foram vistos em 2020 e em 2024, com animais mortos e o verde virando cinza.

O que vai deixar o Pantanal mais quente e tem provocado a irregularidade de chuvas é o El Niño, que está ativo no Estado.

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