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Meio Ambiente

Pela manhã, Capital teve 23 milímetros de chuva e 1,2 mil raios

Apesar de rápido, o temporal provocou alagamentos e transtornos em várias regiões da cidade

Por Mylena Fraiha | 13/02/2026 12:25

A tempestade que atingiu Campo Grande na manhã desta sexta-feira (13) registrou em 51 minutos 23 milímetros de chuva e 1,2 mil descargas elétricas na região central de Mato Grosso do Sul. Os dados são do meteorologista Natálio Abrão e foram coletados até as 11h10. O primeiro registro de chuva ocorreu por volta das 8h40.

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Uma tempestade atingiu Campo Grande na manhã desta sexta-feira (13), registrando 23 milímetros de chuva e 1,2 mil descargas elétricas na região central de Mato Grosso do Sul. O temporal, que durou cerca de 40 minutos, causou diversos alagamentos e transtornos em diferentes pontos da cidade. Entre os locais mais afetados estavam o pontilhão da Avenida Ministro João Arinos, o Jardim Panorama, o Jardim Noroeste e a região das Moreninhas. Estabelecimentos comerciais foram invadidos pela água, ruas ficaram intransitáveis e motoristas enfrentaram dificuldades para circular, especialmente nas áreas mais críticas da cidade.

Apesar da curta duração, o volume foi suficiente para provocar alagamentos e transtornos em diferentes pontos da cidade. Conforme noticiado pelo Campo Grande News, com aproximadamente 30 minutos de chuva, o pontilhão da Avenida Ministro João Arinos começou a alagar em ao menos dois pontos. Problema recorrente na região, um dos trechos afetados foi o pontilhão próximo à BR-163 e outro nas imediações da loja de sabão Pequi.

No local, o congestionamento chegou a cerca de 1 km no sentido Três Lagoas–Centro. Por volta das 9h10, a via ainda não estava intransitável, mas a água já cobria as duas pistas nos dois sentidos. Motoristas reduziam a velocidade para atravessar o trecho. Às 9h50, com a diminuição da chuva, o nível da água começou a baixar.

Entre as ruas Porto Velho e Mimoso, a enxurrada invadiu estabelecimentos comerciais. Funcionária de uma empresa de equipamentos hospitalares, Jiselli Braga, 45 anos, relatou que a situação é frequente. “Toda vez que chove fica assim, independente da quantidade de chuva. Choveu, alaga”, afirmou. Segundo ela, em poucos minutos a água já começava a entrar no imóvel.

Jardim Panorama - Nos bairros próximos, os transtornos também foram registrados. No Jardim Panorama, a Rua Prudentópolis, próximo à esquina com a Rua Porto Velho, ficou completamente alagada.

A funcionária pública Maria Vitória de Oliveira Lima, 45 anos, conta que o problema ocorre em todas as chuvas mais intensas. “Com 15 minutos de chuva já ficou assim. Essa enxurrada vem do Jardim Noroeste, passa pela João Arinos e chega no bairro”, explicou. “Em toda chuva acontece isso. Eu tô com o meu carro na garagem, precisava sair, mas dá medo. E detalhe: minha rua é asfaltada. Depois que vem a enxurrada, fica com terra, é horrível.”

Na mesma rua, com a água na altura do joelho, o desempregado Fernando da Cruz Silva, 33 anos, precisou agir para evitar que a enxurrada invadisse sua casa. Ele retirou entulhos que entupiam a boca de lobo em frente ao imóvel e conseguiu melhorar o escoamento.

Jardim Noroeste - No Jardim Noroeste, bairro apontado por moradores como origem de parte da enxurrada que desce em direção à João Arinos e ao Panorama, ruas ficaram tomadas pela água.

Na Estrada EW2, conhecida por constantes problemas em dias de chuva, motoristas se arriscaram ao atravessar a via coberta pela enxurrada. Com a água turva encobrindo o asfalto, não era possível visualizar o traçado da pista.

Na Rua Dídimo Martins Acosta, a bacia de contenção instalada para reter o volume da chuva ficou completamente coberta. Já na Rua Urupês, além do acúmulo de água, uma vala aberta na calçada aumentava o risco de acidentes em meio à enxurrada.

Moreninhas - Na região das Moreninhas, a chuva intensa que começou por volta das 8h40 e durou cerca de 20 minutos também deixou o trânsito arriscado. Na Avenida Guaicurus, próximo à rotatória que dá acesso à Avenida Ana Batista Caminha, um motociclista precisou descer do veículo e puxá-lo para evitar que fosse arrastado pela correnteza.


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