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Carnaval não é lugar de cachorro e seu pet pode entrar em colapso

Taquicardia, respiração acelerada, tremores, diarreia e vômitos estão na lista de possibilidades

Por Natália Olliver | 12/02/2026 07:18
Carnaval não é lugar de cachorro e seu pet pode entrar em colapso
Parece besteira, mas levar pets no Carnaval pode até causar colapso (Foto: Inteligência artificial)

Durante o Carnaval, a combinação de festa, barulho, calor e multidão pode até dar a falsa impressão para quem leva os cães nos blocos de que o ato é algo legal e inofensivo aos bichinhos. Mesmo que eles não esbocem reações ruins, os efeitos que todo esse cenário pode causar neles não têm nada a ver com alegria, mas sim com um bombardeio sensorial que começa na audição ultrassensível deles e termina até em colapso, em situações extremas.

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O médico veterinário Antonio Defanti Júnior alerta sobre os riscos de levar animais de estimação aos blocos de Carnaval. A combinação de multidão, barulho intenso e calor pode causar estresse severo nos pets, resultando em sintomas como taquicardia, tremores e até colapsos. Para garantir a segurança dos animais, especialistas recomendam evitar eventos carnavalescos, exceto aqueles especificamente planejados para pets. Raças braquicefálicas, como Pugs e Bulldogs, são especialmente vulneráveis à hipertermia. A alternativa é celebrar em casa, em ambiente controlado e seguro.

O Lado B ouviu o médico veterinário Antonio Defanti Júnior para explicar, de uma vez por todas, se Carnaval é lugar de cachorro. Segundo ele, o ambiente carnavalesco pode provocar estresse intenso nos animais.

"Aglomeração, pessoas desconhecidas, sons de instrumentos, fantasias diferentes e até cheiros fortes, como álcool, suor e fumaça, ativam o eixo do estresse, elevando o cortisol. Entre os sinais estão taquicardia, respiração acelerada, tremores, diarreia, vômito e até colapsos".

Além disso, ele fala sobre o risco de latas amassadas no chão cortarem as patas dos cachorros. A conta da diversão raramente fecha para o pet. O pânico provocado pela multidão e pelos instrumentos aumenta o índice de fugas e atropelamentos nesta época do ano. Se o evento não for estritamente planejado para eles, melhor não pensar na hipótese.

"Só seria aceitável levar se o evento fosse pet friendly, controlado, em um ambiente aberto, pouco barulho (os cães têm a audição várias vezes melhor que a nossa), pouca aglomeração, feito em horário mais fresco. Mesmo assim, a supervisão tem que ser constante".

Para raças braquicefálicas, como Pugs e Bulldogs, o mormaço da cidade é um gatilho para a hipertermia, que pode ser fatal. Na dúvida, a recomendação é simples: melhor deixar o pet em casa, seguro e confortável, do que arriscar transformar a folia em estresse ou perigo.

“Os animais gostam e querem estar juntos ao seu tutor. Porém, eles não gostam de barulhos, movimentos, aglomerações de pessoas, pois isso foge do cotidiano deles”.

Mas calma, Antônio ressalta que ainda há esperança para aqueles que desejam levar os cachorros para a farra colorida: encontrar um bloquinho específico para os pets e, claro, não dispensar o bom senso. Vale até fazer o próprio Carnaval em casa, fantasiar os bichinhos e tirar fotos engraçadas das roupas. Isso garante um registro do período sem traumas para ninguém.

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