"Não estou pensando na impopularidade", diz Adriane sobre "medidas duras"
Prefeita de Campo Grande defende veto à taxa de lixo e medidas duras para corrigir distorções na administração

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), apresentou a mensagem oficial do Executivo durante a sessão inaugural da Câmara Municipal e afirmou estar disposta a adotar medidas duras para corrigir distorções na administração municipal.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), declarou durante sessão inaugural da Câmara Municipal que está disposta a tomar medidas duras para corrigir distorções administrativas, mesmo que isso gere desgaste político. A gestora afirmou não estar preocupada com a impopularidade, mas sim com os resultados para a cidade. Em seu discurso, Lopes abordou a polêmica da taxa de lixo, explicando que a arrecadação atual de R$ 40 milhões cobre apenas parte do custo total do serviço, estimado em R$ 136 milhões. A prefeita também ressaltou que não será candidata nas eleições de 2026, o que, segundo ela, lhe permite tomar decisões necessárias com maior liberdade.
Adriane Lopes reconheceu que decisões desse tipo geram desgaste político, mas afirmou que a prioridade é a melhoria dos serviços públicos. “Todo reajuste traz impopularidade. Toda medida dura traz desgaste. Mas eu não estou pensando na impopularidade; estou pensando nos resultados que nós vamos trazer para a cidade, em serviços de qualidade, nos próximos anos”, afirmou.
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No discurso, a prefeita ressaltou que não disputará as eleições de 2026, o que, segundo ela, lhe dá liberdade para enfrentar os desafios da gestão. “Eu não sou candidata nas próximas eleições, nem ao governo e nem a outro cargo. Então eu posso tomar todas as medidas necessárias para corrigir erros do passado e deixar um legado de gestão transparente”, declarou.
Essa foi a primeira vez que Adriane falou publicamente sobre o veto que fez à diminuição dos valores da taxa de lixo, cuja manutenção ou não será votada pelos vereadores nesta terça-feira (03).
Adriane afirmou que o Executivo tem apresentado aos vereadores, desde o ano passado, dados financeiros que justificam a necessidade de arrecadação para custear os serviços públicos. “A gente vem num processo de convencimento da necessidade de arrecadar para bancar os serviços públicos em Campo Grande”, afirmou, destacando que a Capital possui cerca de 98% de cobertura na educação e na saúde.
Segundo a prefeita, o município arrecada cerca de R$ 40 milhões por ano com a taxa de lixo, enquanto o custo do serviço chega a R$ 136 milhões. “Quem está pagando o restante? São os impostos dos nossos cidadãos, que poderiam estar sendo investidos em obras, mas acabam pagando a taxa do lixo. Nós queremos regularizar essa situação para que a gente não tenha que usar recursos que poderiam estar sendo investidos em outras finalidades para pagar taxas e outras despesas”, disse, ao justificar a necessidade de ajustes.
Sobre a possibilidade de recorrer à Justiça caso o veto seja derrubado, a prefeita afirmou que a decisão dependerá do resultado da votação. “Primeiro, a gente vai acompanhar a votação de amanhã. A partir do resultado, vamos tomar um posicionamento. Como ainda não houve a votação, não há uma resposta clara hoje”, declarou.
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