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Saúde e Bem-Estar

Teledermatologia já identificou 357 casos de câncer de pele em MS

Ferramenta permite classificar risco rapidamente e evitar deslocamentos desnecessários

Por Kamila Alcântara | 01/03/2026 07:23
Teledermatologia já identificou 357 casos de câncer de pele em MS
Profissional usa dermatoscópio acoplado a um smartphone para o telediagnóstico de lesões na pele (Foto: Divulgação)

Desde 2019, o serviço de telediagnóstico em dermatologia implantado em Mato Grosso do Sul já identificou 357 casos de câncer de pele em diferentes regiões do estado. Desse total, 55 são de melanoma, tipo mais agressivo da doença, e 302 de câncer de pele não melanoma. O atendimento é feito por meio do STT (Sistema de Telemedicina e Telessaúde) e já alcança 28 municípios, com 43 pontos ativos.

RESUMO

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A teledermatologia em Mato Grosso do Sul identificou 357 casos de câncer de pele desde 2019, sendo 55 de melanoma e 302 não melanoma. O serviço, disponível em 28 municípios com 43 pontos ativos, utiliza o Sistema de Telemedicina e Telessaúde para diagnósticos.A região do Pantanal concentra o maior número de casos, com 158 diagnósticos. O sistema permite que médicos das Unidades Básicas de Saúde enviem imagens das lesões suspeitas para análise de especialistas, que retornam o laudo em até 72 horas, resolvendo 70% dos casos na Atenção Primária.

Esses dados mostram que a maior concentração de diagnósticos está na região do Pantanal, que soma 33 casos de melanoma e 125 de não melanoma. Na Costa Leste foram registrados 13 melanomas e 103 não melanomas.

Já o Centro aparece com 5 casos de melanoma e 32 de não melanoma, enquanto o Cone Sul registra 4 melanomas e 42 não melanomas. O número chama atenção porque se trata de diagnósticos feitos ainda na porta de entrada do sistema, antes mesmo de o paciente passar por um dermatologista presencialmente.

O funcionamento é simples na teoria. O paciente procura a UBS (Unidade Básica de Saúde), onde o médico avalia a lesão suspeita e solicita o exame pelo sistema. São feitas imagens da área afetada, que seguem para análise de dermatologistas. O laudo, com classificação de risco e orientação de conduta, retorna em até 72 horas. Segundo dados do serviço, cerca de 70% dos casos são resolvidos na própria Atenção Primária, sem necessidade de encaminhamento para consulta presencial.

Na prática, isso reorganiza a fila. Antes, qualquer suspeita entrava automaticamente na regulação para especialista. Agora, apenas os casos que realmente apresentam risco seguem para atendimento presencial. Os demais são acompanhados na própria unidade de saúde.

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