Hospital de Campo Grande faz 1ª cirurgia torácica com uso de robô no Estado
Cirurgiões removeram parte de pulmão comprometido em uma paciente com câncer

Este sábado (21) marcou a primeira operação realizada no tórax de um paciente com a ajuda de um robô cirurgião, em Mato Grosso do Sul. Ela ocorreu no Hospital Cassems de Campo Grande.
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O Hospital Cassems de Campo Grande realizou a primeira cirurgia torácica robótica de Mato Grosso do Sul neste sábado (21). O procedimento, que removeu um tumor em estágio inicial do pulmão de uma paciente, foi executado pelo robô Toumai, equipamento de fabricação chinesa que representa um investimento de R$ 10 milhões. A operação foi coordenada pela equipe da Tórax Center, que passou por três anos de treinamento especializado. O uso da tecnologia robótica permite maior precisão na identificação de células cancerígenas, procedimentos menos invasivos e participação remota de profissionais. Anteriormente, este tipo de cirurgia estava disponível apenas em cidades como São Paulo, Goiânia e Florianópolis.
A operada foi uma mulher com câncer no pulmão. Ela teve o tumor, em fase inicial, removido por meio da técnica.
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O robô cirurgião se chama Toumai. Foi fabricado por uma indústria chinesa e está locado na instituição campo-grandense desde o início deste mês. O valor do investimento foi de cerca de R$ 10 milhões.

Além de garantir maior precisão na identificação de células cancerígenas, o equipamento permite que profissionais de qualquer lugar do mundo participem da operação remotamente por meio de conexão 5G.
No caso, a tecnologia foi aproveitada para garantir que o procedimento fosse minimamente invasivo, preservando as funções do órgão operado e proporcionando um pós-operatório mais tranquilo. Outro benefício esperado é a redução das chances de o câncer voltar a surgir.
Gente no comando - Equipe da empresa médica Tórax Center, também da Capital, coordenou a cirurgia e se dividiu para manusear diferentes comandos do Toumai. Os médicos participantes foram Michele dos Santos Ferreira, Renato Kayatt, Renato Meinberg Cheade e Diogo Gomes. Eles fizeram cursos ao longo de três anos para aprenderem a dominar o robô.
“Nos preparamos durante anos para esse momento. A equipe passou por pós-graduação específica e treinamento intensivo na área. Já realizávamos esse tipo de procedimento em outros estados, mas agora conseguimos oferecer essa tecnologia aqui em Campo Grande, sem que o paciente precise se deslocar para os grandes centros", disse Renato Cheade.
A cirurgia abre uma possibilidade antes restrita a São Paulo (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e cidades do interior de Santa Catarina, por exemplo, onde a cirurgia robótica está disponível atualmente.
A tecnologia poderá ser aplicada a outros tipos de tratamento. “A técnica robótica tem sua principal indicação no tratamento do câncer do pulmão, mas pode ser utilizada em outras doenças do tórax, como tumores do mediastino, facilitando o acesso ao mediastino anterior e posterior, com excelente ergonomia", finaliza Michele Ferreira.


