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Meio Ambiente

Flagrante de sucuri gigante é sinal de boa alimentação: "comeu bem"

Imagens são de uma sucuri verde, espécie mais pesada de serpente no mundo

Por Fernanda Palheta | 20/02/2026 12:10
Flagrante de sucuri gigante é sinal de boa alimentação: "comeu bem"
Sucuri foi flagrada por grupo de canoístas de Mato Grosso do Sul no último domingo (15) (Foto: Reprodução)

O registro do grupo de canoístas de Mato Grosso do Sul, que flagrou, durante o Carnaval, uma sucuri gigante às margens do Rio Formoso, em Bonito, mostra que o animal está bem alimentado e saudável. O Campo Grande News ouviu especialistas que explicaram o por que o encontro foi possível.

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Uma sucuri gigante foi avistada por canoístas às margens do Rio Formoso, em Bonito, Mato Grosso do Sul, durante o Carnaval. Especialistas confirmam que se trata de uma sucuri verde, espécie que pode atingir até 5 metros de comprimento e pesar 250 quilos, sendo a serpente mais pesada do mundo. O animal foi encontrado enrolado em galhos, comportamento comum da espécie para regular a temperatura corporal e auxiliar na digestão. Segundo os especialistas, o espécime apresentava sinais de boa nutrição, com escamas e pele em excelente estado, indicando que havia recentemente se alimentado.

A bióloga e médica veterinária, coordenadora do Biotério da Universidade Católica Dom Bosco, Paula Helena Santa Rita, aponta que as imagens são de uma sucuri verde. "Ela é a espécie mais pesada de serpente no mundo. Um animal pode chegar a 250 quilos. Ela não atinge o tamanho da píton, que chega a 9 metros, mas pode atingir até 5 metros. As fêmeas são maiores que os machos, então ali provavelmente se trata de uma fêmea", descreve.

Segundo a bióloga, o palpite dos atletas estava certo e, provavelmente, a serpente estava no meio da digestão de um animal que havia ingerido. "E você consegue observar que é um animal bem nutrido, as escamas estão bonitas, a pele está bonita. A oferta alimentar ali está grande, ela está comendo bem, por isso que ela está com aquele volume", completa.

Ela ainda explica que a espécie pode ficar meses sem se alimentar, mas sua digestão pode levar de 7 a 12 dias, dependendo do volume da presa que ela ingeriu.

Já o biólogo e responsável técnico do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) explica que a forma como a sucuri foi flagrada, enrolada em galhos, é um comportamento comum da espécie. "Sucuris são animais ectodérmicos (popularmente chamadas de animais de sangue frio), ou seja, elas não produzem calor corporal internamente como mamíferos. Dependem do ambiente para regular a temperatura. Tomar sol é uma forma de termorregulação", afirma.

Além de regular a temperatura, o biólogo detalha que, ao tomar sol, as sucuris também conseguem acelerar o metabolismo e a digestão, melhorar reflexos e atividade muscular e manter funções fisiológicas eficientes.

A bióloga e médica veterinária Paula Helena Santa Rita ainda aponta que o posicionamento do animal é para ajudar na digestão. "Ela está enrolada em cima dos galhos para aumentar a superfície corporal e poder absorver o sol da melhor forma possível", disse. Segundo ela, quando a espécie está dentro d'água é sinal de que está em fase de captura e apreensão de alimentos.

Vulnerável - Para a coordenadora do Biotério, o flagrante dos atletas também mostra o momento mais vulnerável do animal. Paula Helena ressalta que a atitude do grupo foi exemplar. "Eles rodearam até a aproximaram silenciosamente, sem movimentos bruscos e conseguiram fazer uma imagem e a contemplação do animal sem interferir na rotina ali do animal que estava num processo ali metabólico de suma importância para a vida dele", explica.

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