O agente secreto
Surpresa ao olhar na tela do celular. Há tanto tempo não recebia notícias dela.
Roberta trabalhou comigo no relatório da Comissão da Verdade da USP, no levantamento dos documentos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) dos tempos da ditadura. Aluna da USP, ela queria conhecer a história da ECA, recuperar a trajetória de personagens-símbolos da contestação. O material no acervo do Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS) e do Serviço Nacional de Informações (SNI) era enorme, exigindo trabalho de muitos pesquisadores. Roberta foi a responsável por esta parte da pesquisa.
A mensagem trazia uma pergunta:
— Você assistiu ao filme O agente secreto? Estou curiosa em saber o que achou. Fui assistir ao filme do Kleber Mendonça Filho e fiquei com vontade de conversar com você. Penso que o protagonista é uma espécie de alterego do diretor. Uma pessoa com aguda sensibilidade para a injustiça social.
Na linha seguinte do whatsapp, Roberta pergunta: – Os dentes das personagens chamaram a minha atenção, a namorada, dentista, também. Como explicar?
Respondi: O Brasil dos anos de 1970 era terra de desdentados.
O filme O agente secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e com roteiro de sua autoria, foi pensado para um protagonista específico, Wagner Moura. O tema aborda a história do Brasil em tempos de ditadura, com ambientação nos anos de 1970.
Pacotes grandes e compridos jogados na água de uma ponte em lugar sombrio, um tubarão com uma perna masculina na barriga e notícias sobre as andanças amedrontadoras de uma perna peluda pela cidade sugerem suspense, histórias fantásticas, marca do diretor.
Ambientação silenciosa da barbárie é sugestiva para uma década sangrenta.
Mortos e desaparecidos fazem parte da história brasileira repleta de lacunas, pedaços contados por quem ouviu dizer, sem lembrar a origem da fonte. Histórias secretas servem à ficção, animam o mundo do fantástico, são parte do ocorreu sem deixar provas.
Cena inicial do filme
Boa parte da História do Brasil, das gentes da terra, ninguém quer ver. Ela aparece estampada na primeira cena do filme.
Brasil de verdade.
O Brasil está ali na estrada, no corpo estendido no chão, em um posto de gasolina.
O corpo vai ser retirado quando?, pergunta o motorista.
O morto incomoda o funcionário do posto. Mais trabalho para o frentista, espantar cachorros e aguentar o cheiro ruim.
Um corpo estendido no chão, coberto com papelão, com pés ao relento diante do olhar indiferente do funcionário. Ele com dentes descuidados, gordura sobrando e barriga para fora da calça. Um Brasil assimétrico em todos os sentidos, na riqueza, no corpo e nos dentes.
Do retrato sofrido dos anos de 1970 fazem parte policiais realizando um serviço de rotina. Conferir os documentos do motorista, insinuar propina, ganhar um cigarro do viajante Marcelo com dinheiro curto para abastecer o carro.
Um corpo estendido no chão, metáfora do Brasil nos anos de 1970.
Edifício Ofir
Em matéria de ambientação, merecem destaque os vínculos de amizade.
Depois da estrada, tanque de gasolina no limite, susto com um fantasiado no carnaval, o carro popular amarelo chega a Recife. Na cidade é bem-recebido pelos inquilinos do edifício Ofir, onde o personagem Marcelo (Wagner Moura) alugou um apartamento. A recepção hospitaleira de Dona Sebastiana (Tania Maria) ao novo inquilino, Marcelo, traz a marca da nossa cordialidade.
À moda brasileira, e logo na chegada, Dona Sebastiana apresenta para Marcelo uma outra moradora do prédio, uma dentista, e sua filha pequena. Dona Sebastiana, mulher arretada, sem muitas preliminares aproveita o momento para aproximar os dois.
A cena do retorno de Marcelo para Recife sugere a integração do protagonista em uma comunidade urbana, com identidade político-cultural típica dos anos de 1970.
No transcurso da trama percebemos o edifício Ofir como um espaço onde se reúnem fugitivos e refugiados, pessoas semelhantes na maneira de viver e conceber o mundo, gente com problemas pessoais e políticos. Uma dentista escapulindo do ex-marido autoritário, um jovem fugindo do pai e tio machista e um casal de angolanos perseguidos do outro lado do Atlântico.
Este contexto, de amizade e sexualidade, não faz parte da estética romântica. Trata-se de acolhimento. O cuidado com o Outro é expresso em uma brincadeira na cama entre Marcelo e a dentista. Ela avalia os dentes do seu parceiro recém-chegado de viagem. Algum problema nos dentes?
A acolhida de Dona Sebastiana e sua turma remexe na memória dos anos de 1970, uma forma de viver e receber um novo “companheiro”, parceiro do mesmo jogo.
A briga
A indignação em tempos de ditadura é tema de tragédias. Marcelo, professor universitário especialista em tecnologia, é perseguido por motivos politico-profissionais. Autor de uma patente, o chefe do departamento de tecnologia em uma universidade pública recusa uma proposta, a venda de uma patente obtida com o resultado de suas pesquisas.
Em tempos de ditadura, a escolha do caminho a seguir é privilégio de poucos.
A discussão no restaurante entre o empresário Ghirotti e seu filho, de um lado, e Marcelo e sua mulher, de outro, em torno da venda da patente e do papel feminino na vida profissional, justifica indignação e bate-boca. A solução encontrada pelo empresário, questionado em sua autoridade e potência, será eliminar o antagonista. Em tempos de ditadura, a obediência é regra e a desobediência paga com o pior da condição humana.
A maldade em excesso tende ao caricato. Boa forma para descrevê-lo.
Basta assistir ao documentário Cidadão Boilesen ou relembrar o fato de que ele teria importado uma máquina de choques com teclado para oferecer à Oban (Operação Bandeirantes). O equipamento teria sido batizado de “pianola Boilesen” pelos torturadores. Conheci a máquina, uma outra delas. A da Oban tinha manivela, não teclado. Talvez a do Boilesen tenha sido uma aquisição posterior. De qualquer forma, Henning Albert Boilesen, cidadão dinamarquês radicado no Brasil e presidente do grupo Ultra, não só existiu como arrecadou dinheiro e apoio político entre o empresariado para o funcionamento da Oban. A história é contada no documentário de Chaim Litewski.
Qual seria o rosto do ator, as expressões de um empresário idealizador desta importação?
Caricato?
A expressão do ator no filme é sugestiva. Foram muitas as empresas que apoiaram a barbárie. Escrevendo uma mensagem para a minha filha Tereza (aliás, meu nome de “guerra”), com quem assisti ao filme, lembrei o fato da Volkswagen ter autorizado trabalhadores serem torturados, ali mesmo, na fábrica do Brasil. A empresa fornecia à repressão listas dos funcionários, ativistas sindicais.
Ódio em excesso e músculos da face tensionados marcam o rosto dos atores representantes da repressão no filme. Do ponto de vista histórico, faz sentido destacar.
Os relatos dos tempos da ditadura favorecem a construção de personagens caricatos. Apreciar cenas de tortura resulta em comportamentos musculares sinistros. Ao ver as expressões do personagem Ghirotti, tentei lembrar da expressão do torturador ao virar a manivela da máquina de choque. Sádico feliz? Talvez com risinho de indiferença e diversão.
Material de script grotesco.
A utopia de um Brasil melhor
Defender uma patente caracteriza o amor pelos brasileiros nos anos de 1970. Marcelo representa uma geração disposta a por a mão na massa, alfabetizar, incluir nas universidades estudantes interessados em construir um Brasil melhor. Sonho e indignação eram características frequentes dos jovens da época. Um país onde 48% da população tinha de 0 a 14 anos e a taxa de fecundidade era de 5,8 filhos por mulher.
Marcelo, o protagonista do filme, é um professor de tecnologia, consciente da importância do conhecimento científico e tecnológico para os brasileiros. Ele faz parte de uma geração para quem a cana de açúcar na estrada sugere escravidão e enriquecimento de poucos, onde o sentido da vida era mudar as coisas de lugar, pôr a mão na massa.
Se, hoje, as guerras expressam a barbárie, ataques de mísseis e drones, nos tempos das ditaduras latino-americanas era diferente. Os militares agiam com o apoio da sociedade civil em meio a uma multidão de alienados felizes, cegos e surdos, ricos demais ou indiferentes à barbárie, saídos do campo procurando emprego nas cidades.
O cotidiano esconde no campo pessoal, o político, torna a barbárie mais palatável e imperceptível. Justificar uma briga diante de uma oferta de negócio, empreendimento ou inovação é fácil para o “dono da verdade”. Afinal, a vítima da proposta vai ganhar algum dinheiro. Já o professor, proprietário do conhecimento, terá à mão, para a sua defesa, apenas objetos abstratos, de mais difícil compreensão: os interesses do Estado, o bem comum e a ética. Exigir respeito, justiça e dignidade era o desafio da época. Havia outros, como distribuição de renda. Maiores ainda para uma mulher sempre vista como, no máximo, secretária. A cena da briga no filme responde ao desafio entre o palpável, dinheiro, e o impalpável, o Estado e a condição feminina.
Para os jovens desta época, a passividade diante da opressão era angustiante.
A brasilidade da luz e a escuridão do terror de Estado
A iluminação do filme é brasileira. Coerente com Pindorama. Recife é uma cidade luminosa, aristocrata de espírito. A delicadeza de Marcelo no trato com as pessoas carrega algo desta tradição recifense, elegante e gentil, colonial.
Parte das ações do filme ocorre em ambientes abertos, na rua, ou em espaços claros de uma repartição pública, deixando ver, pela janela ou porta, nas ruas a ensolarada cidade, salgada pela brisa do mar.
Menos numerosas as cenas em lugares fechados, como no cine São Luiz. Lembrei do filme Cinema Paradiso (1988) e seu belíssimo personagem Alfredo, projetista, e o arteiro Salvatore, Totó. No caso brasileiro, Seu Alexandre, igualmente sensível no cuidado com o neto, Fernando, criança de olhos pretos e brilhantes, como Totó, com desejos corajosos de ver o filme Tubarão. O avô reluta em deixá-lo ver o filme.
A luz abundante escapa dos ingredientes típicos dos filmes de suspense, repletos de ambientes escuros, claustrofóbicos, sugestivos de suspense e próprios à tradição do cinema norte-americano ou europeu.
O posto de gasolina, o carnaval na estrada, a perseguição e assassinatos na rua são exemplos de acontecimentos ocorridos à luz do dia, deixando ver a violência embutida por séculos na sociedade brasileira. O negócio, morte contratada, tem preço. Dependendo da vítima, sem desconto. A combinação é feita mediante troca de olhares e poucas palavras.
O assunto é tratado perto de muita gente. Prova de um Estado permissivo e fiel aos interesses das elites no poder. A ação ocorre à luz do dia.
A parte escura, menos frequente, é metáfora para os porões da ditadura. Aliás, não eram porões o lugar onde pessoas eram torturadas. Eram casas com vizinhança entretida nos afazeres domésticos. Sabiamente o diretor evita expor o terror praticado na época. Sua opção é mostrar o tecido social roto, o fantástico desvendando a sociedade real. A cena com Elza não perde o foco. A fuga de Marcelo é tratada em lugar fechado, com a personagem Elsa (Maria Fernanda Candido) pouco maquiada. Assim projeta a coragem de uma senhora da elite preocupada em obter um passaporte e garantir a fuga de Marcelo.
Tramas laterais. Sociedade e cultura da violência
O trabalho brilhante do elenco é de uma naturalidade surpreendente. Demonstra a identidade do grupo em torno da proposta: valorizar a condição humana em uma sociedade em que a vida só tem valor para certas pessoas, com frequência as mais ricas e poderosas.
Existem tramas laterais, fortalecendo a ideia de uma continuidade histórica no autoritarismo e paternalismo das elites. Um Estado, o brasileiro, marcado por violências e desigualdade, pequenas-grandes barbaridades exercidas cotidianamente ao longo de séculos. O delegado, no filme, é o artífice desta violência miúda, socialmente autorizada a sair de baixo do tapete.
Para penetrar neste universo das miudezas desumanas o diretor usa tramas laterais. Por exemplo, a história trágica do menino Miguel, fato verídico ocorrido em 2020 em Recife. Uma criança, filho da empregada, é deixada sozinha no elevador pela patroa e acaba caindo de uma sacada no prédio. É fácil ver o Estado, representado pelo delegado, proteger a patroa em detrimento da vítima, a mãe da criança. Da mesma forma, uma conversa, imposta como um verdadeiro interrogatório sobre a vida de um alfaiate, perseguido pelos nazistas na época da Segunda Guerra. O tema é tratado para expor feridas antigas, a repetição da barbárie inscrita no passado, repetida no presente.
A perna peluda
Assustam, animais como um tubarão. É sinistro ver pacotes grandes e compridos jogados a noite no mar, ou, pior, uma perna peluda encontrada na barriga de um tubarão.
A perna pertence a quem? Um surfista ou um preso político desovado no mar? A perna persegue namorados? Realidade ou ficção?
Tubarão perigoso, pacote comprido e perna peluda compõem o clima de tensão no filme. Escolhas sugestivas para pontuar a história dos brasileiros na década de 1970.
Tempos de desaparecimentos, perseguições, de pernas sombrias, masculinas, transitando pela rua. Pedaços de realidade e fantasia, publicados em jornais, misturam censura com ficção. É sugestivo pensar os Brasis na censura. Em Recife era a perna peluda, em São Paulo, no Estadão, eram Os Lusíadas, de Camões, 655 trechos publicados em três anos. No Jornal da Tarde, conhecido como o Estadão de porre, a censura virava receitas de bolos ou letras de música. Em outros veículos, falsas previsões do tempo ou anúncios fantasiosos. Espírito fantástico não faltou aos brasileiros em tempos de ditadura para denunciar a censura. Mas nada supera a perna peluda, personagem de uma primorosa reconstrução do passado, fotografia de Recife nos anos de 1970.
Trata-se de uma das características da obra de Kleber Mendonça Filho. Misturar circunstâncias dissonantes, absurdas, para mostrar o fantástico como ruptura da ordem estabelecida. Ele enuncia o que está escondido na natureza humana, muitas vezes obscura e imersa nas profundezas da sociedade.
Amor de pai para filho
Marcelo retorna para Recife para rever o filho e, com ele, deixar o Brasil. A criança, Fernando, vive na casa do avô, Seu Alexandre, após o falecimento de sua filha, Fátima.
Não é fácil para o avô aceitar algum risco de vida para com o seu neto, diante da ameaça representada pelo retorno do pai.
Difícil para os três.
No filme, a indignação do jovem casal no restaurante teve início com a indignação de Marcelo diante da proposta do empresário Ghirotti. O empresário-tirano, acostumado ao mando, exige obediência cega. Questionado, ele usa o poder no limite. Este é o clima do filme, como a ditadura destrói laços familiares, corrói o tecido social, sufoca o diálogo, mata.
O diretor do filme não esquece o olhar da criança, com foco no filme Tubarão. Peixe de dentes afiados, assustadores. Criança para ver o filme só em companhia do pai, de mãos dadas. Um pai disposto a, durante a noite, em caso de pesadelo, ficar ao lado, dar um beijo e esperar o sono chegar outra vez.
O sonho da criança é ter um pai, um super-homem ao lado.
O sonho do pai é viver com o filho, em paz.
Mas, a vida é repleta de pedras no caminho.
A indignação no restaurante impede os dois de terem o direito de viver juntos.
Este afeto desejado, expresso com delicadeza no filme, amarra a narrativa do começo ao fim. Histórias interrompidas entre os pais e seus filhos em tempos de ditadura, com origem na justa indignação. Sentimento experimentado por inúmeros pais e mães latino-americanos separados de seus filhos das formas mais brutais.
Na cena do carro, pai e filho, juntos, conversam amorosamente sobre o filme Tubarão.
Ver ou não ver o filme? O avô diria não.
O vínculo entre pai e filho, essencial na estrutura da narrativa, mostra como as tensões existentes em uma sociedade autoritária destroem os vínculos mais profundos. Impõem distância.
Muitos jovens com espírito revolucionário, com olhos postos na felicidade, em um futuro mais justo, desapareceram nas cidades brasileiras, em delegacias, estradas, nas águas de um rio ou do mar. Não foram cinzas. Foram corpos. Outros, abatidos por matadores, só a terra mãe sabe onde foram enterrados.
Crianças, os filhos de uma geração de indignados, sobreviveram a esta trágica história. Eram pequenos para dar conta do enredo todo. Restou a dor da falta, ou melhor, a ausência.
Só a dor, sem memória, porque o vazio é uma página em branco.
A pesquisadora anos depois. Ausência ou o esquecimento?
A memória e o esquecimento são galhos do mesmo tronco. Ausência é outra ramagem, planta de um galho só. Quando se indignou no restaurante, Marcelo apenas deixou a ética explodir em palavras. Naquele instante, ele não tinha condições de imaginar o que este gesto representaria na relação entre ele e o seu filho. Fernando poderia estar dormindo naquele momento.
Mas as ditaduras se alimentam da ruptura do tecido social. Ditaduras absorvem as proteínas das relações humanas, rompem os vínculos, impedem o diálogo, a negociação, prendendo, matando, separando as pessoas, destruindo o censo de ética no nascedouro, nos jovens. A dor de Marcelo, expressa na briga, é pessoal, embora o seu drama seja político.
Já a dor do seu filho, da criança, que esperou pelo pai é apenas a dor da ausência, sem maiores explicações. O amor do pai pelo filho é um continuum que só acaba com a morte.
Só a morte separa o pai do filho.
A pesquisadora
A última cena do filme produz o anticlímax da história.
Perfeito.
Kleber mostra na tela, em tamanho grande, a ausência.
A pesquisadora, ao ouvir a gravação, se entrega de corpo e alma à história de Marcelo. Alguma coisa do passado os une. Ela grava em um pendrive todo o material recolhido em arquivos sobre Marcelo, para dar ao filho. Sua expectativa é encontrar um Fernando motivado em conhecer os detalhes da história do pai, para ela um herói.
Sentado na sua frente está um homem maduro, médico, de jaleco, trabalhando em um prédio, onde no passado foi o Cine São Luiz, de Recife.
Ela explica a pesquisa, a recuperação de documentos históricos. Gentil com a pesquisadora, ele não demonstra interesse. Sem entusiasmo, diz ter pouco para contar.
Pouco?
Apenas um detalhe.
Fernando lembra de ter vestido suas melhores roupas, para esperar, arrumadinho, pelo pai.
Nunca imaginei que a ausência, o vazio, pudesse ser filmado, com toda a sua dor, em linguagem cinematográfica.
* * *
Um filme é trabalho que pressupõe identidade entre produtor e receptor de uma mensagem. Sua qualidade é de ordem da estética. A produção da sétima arte depende de muita gente trabalhando na mesma direção. O agente secreto reúne um elenco primoroso formado por: Wagner Moura, Tânia Maria, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Robério Diógenes, Hermila Guedes, Alice de Carvalho, Thomás Aquino, Isabél Zuaa, Igor de Araújo, Ítalo Martins, Roney Villela, Udo Kier, João Vitor Silva, Kaiony Venâncio, Laura Lufési, Luciano Chirolli, Gregório Graziosi, Joálisson Cunha, Maria Fernanda Candido. Dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho.
(*) Janice Theodoro da Silva, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
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