Espaço aéreo de 4 locais de MS será usado em treinamento internacional
Foco são os exercícios de combate a incêndios florestais, aproveitando a experiência dos militares brasileiros

A Serra da Bodoquena, a fazenda do campus da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Aquidauana, o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e a Cidade Zigurates, em Corguinho são as áreas onde militares de 14 países farão exercícios aéreos durante os sete dias do Cooperación XI, sediado no Estado. O foco dos treinamentos é preparar as forças aéreas para atuarem em situações de emergência, ajuda humanitária e desastres naturais.
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A Força Aérea Brasileira (FAB) coordenará exercícios aéreos com militares de 14 países em quatro áreas de Mato Grosso do Sul: Serra da Bodoquena, campus da UEMS em Aquidauana, Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e Cidade Zigurates, em Corguinho. O evento, denominado Cooperación XI, tem como objetivo preparar as forças aéreas para situações de emergência e ajuda humanitária. A FAB participará com cinco aeronaves: KC-390 Millennium, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan, H-60L Black Hawk e RQ-900. Os exercícios serão realizados em espanhol, sem interferir no tráfego aéreo comercial, conforme garantiu o brigadeiro Newton de Abreu Fonseca Filho, comandante da Base Aérea de Campo Grande.
O coronel aviador Bruno Pedra, que coordena os exercícios, explicou na coletiva de imprensa nesta tarde, que esses são locais onde já há suporte logístico para receber o treinamento. Sobre a área da UEMS, o coronel explica que é muito grande, e “a gente consegue, com segurança, aplicar esses conhecimentos do processo decisório” de ações, caso elas fossem reais.
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No caso do Parque Estadual do Rio Negro, o militar evidencia que lá é um lugar onde há suporte do Corpo de Bombeiros do Estado. “A gente tem um heliponto lá, muito bom, e esse heliponto vai ser usado por nós”, destacou.
Segundo ele, “para cada problema militar simulado, que envolve o voo, a gente escolheu uma área onde a gente consiga ter esse suporte, fazer o exercício e obter as missões aprendidas”, disse, reforçando que todos os exercícios simulados são realizados em espanhol, que é a língua predominante nos países visitantes.
Já o brigadeiro do ar, Newton de Abreu Fonseca Filho, comandante da Base Aérea de Campo Grande, explica que toda essa movimentação é feita sem que haja perturbação do espaço aéreo comercial, sendo estabelecido previamente o trânsito de aeronaves.
“A gente estabelece a área de operações e todos têm que tomar ciência, sem causar impacto na aviação comercial de forma alguma,” definiu, completando que os planos de voo dos treinamentos são “amplamente divulgados pela comunidade aeronáutica.”
Aviões - A FAB (Força Aérea Brasileira) mantém cinco aeronaves nos exercícios. Seguem abaixo seus modelos e funções:
- KC-390 Millennium: Aeronave de transporte tático multimissão, fabricado pela empresa brasileira EMBRAER. Destaca-se pela tecnologia, versatilidade e robustez. Realiza transporte logístico, reabastecimento em voo, busca e resgate e combate a incêndios;
- SC-105 Amazonas: Principal aeronave de busca e salvamento. É equipado com sensores avançados, como radar de busca 360° e câmera infravermelha, para encontrar alvos no mar ou terra, dia e noite;
- C-98 Caravan: Avião monomotor leve de transporte, versátil e seguro, essencial para operar em pistas curtas, improvisadas e locais de difícil acesso, como na Amazônia. Com baixo custo operacional, é amplamente utilizado em ajuda humanitária, evacuações médicas, transporte de carga e pessoal;
- H-60L Black Hawk: Aeronave militar multimissão de médio porte, sendo usada em larga escala para infiltração e exfiltração de tropa e para missões de resgate e busca e salvamento;
- RQ-900: Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) de grande porte, com avançado sistema e alta confiabilidade e segurança nas operações. Com voo totalmente autônomo, possui rápida capacidade de manobras e grande autonomia, além da possibilidade de ser equipado com diferentes configurações.
Durante a coletiva de imprensa na FAB, não foi permitido acessar aviões de outros países.
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