Sem dor e sem motorzinho, tratamento dentário chega às escolas de MS
Dia “B” da Saúde Bucal leva prevenção e atendimento direto aos alunos, com técnica moderna contra cáries

Em Mato Grosso do Sul, o sorriso das crianças ganha atenção especial no próximo dia 20 de março. O Estado entra na mobilização nacional do Dia “B” da Saúde Bucal – Criança Sorridente, com uma estratégia que vai além das campanhas tradicionais: levar o atendimento odontológico para dentro das escolas.
RESUMO
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Coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com os municípios, a ação aposta em um modelo que une prevenção, educação e tratamento imediato, reduzindo barreiras de acesso e antecipando cuidados que, muitas vezes, só chegariam tarde demais.
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Neste ano, o grande diferencial está na ampliação do ART (Tratamento Restaurador Atraumático), técnica que dispensa consultório completo e permite tratar a cárie de forma simples, rápida e, principalmente, sem dor.
“Ao levar o atendimento para o ambiente escolar, conseguimos agir de forma precoce e ampliar o número de crianças livres de cárie”, explica o coordenador de Saúde Bucal da SES, Lucas Moura.
Sem medo da cadeira de dentista
Diferente do modelo tradicional, o procedimento não utiliza o temido “motorzinho” nem anestesia. O tratamento é feito com instrumentos manuais, que removem apenas a parte afetada do dente. Em seguida, a restauração é realizada com um material que libera flúor e ajuda a proteger contra novas lesões.
O resultado é um atendimento mais leve, menos invasivo e, sobretudo, mais acessível — especialmente para crianças que nunca passaram por um consultório odontológico.
Prevenção que começa cedo
Além do tratamento, a mobilização também aposta na educação como ferramenta principal. As equipes de saúde vão desenvolver atividades como escovação supervisionada, aplicação de flúor e orientações práticas sobre higiene bucal.
A ideia é simples: ensinar hoje para evitar problemas amanhã.
Autorização é essencial
Para que o atendimento aconteça, a participação da família é indispensável. Como o procedimento envolve intervenção direta, as crianças só poderão ser atendidas mediante autorização dos pais ou responsáveis.
O alerta das equipes de saúde é direto: sem autorização, não há atendimento.

