Gaeco recolhe pilhas de dinheiro vivo em ofensiva contra corrupção em 4 cidades
O nome Mão Dupla faz referência ao bordão “Você me ajuda, que eu te ajudo”, comum no submundo da política
As suspeitas de corrupção em Coronel Sapucaia, a 396 km de Campo Grande, levaram o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) a deflagrar a segunda fase da Operação Pretense nesta terça-feira (dia 31). O saldo, visível nas fotos divulgadas pela investigação, mostra pilhas de dinheiro em espécie.
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O Gaeco deflagrou nesta terça-feira (31) a segunda fase da Operação Pretense, batizada de Mão Dupla, em Coronel Sapucaia e outras três cidades de Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares e suspensões de função. A operação investiga fraudes em licitações, peculato e corrupção envolvendo agentes políticos e servidores. A prefeita Niágara Kraievski negou envolvimento de sua gestão.
Batizada de Mão Dupla, a nova ofensiva do grupo do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) cumpre 23 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de medidas cautelares diversas (como proibição de acesso às dependências da administração pública de Coronel Sapucaia, proibição de contato com outros investigados e monitoração eletrônica), dois mandados de busca pessoal e dois mandados de suspensão do exercício de função.
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A operação acontece em Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó. Todas as ordens foram determinadas pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, um dos endereços alvos do Gaeco foi residência na Rua Antônio João. No local, há viaturas do Gaeco e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).
A investigação aponta crimes de fraude a processos licitatórios e contratos, peculato, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários e servidores.
O nome Mão Dupla faz referência ao bordão utilizado por agente político, frequentemente utilizado nas tratativas para as contratações públicas ilegais: “Você me ajuda, que eu te ajudo”.
Na primeira fase, a Operação Pretense, deflagrada em 18 de dezembro de 2024, foram cumpridos mandados de busca e apreensão envolvendo a prefeitura e núcleo de empresas pertencentes a grupo familiar de Coronel Sapucaia.
Nesta terça-feira, a prefeita Niágara Kraievski (PP) afirmou que a investigação não tem relação com a sua gestão e é uma continuidade sobre irregularidades de 2024, quando era outro prefeito.
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