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Cidades

Investigado por fraude em MS, advogado "caiu" em SP com 22 kg de cocaína

Ele disse em interrogatório que passava por dificuldades financeiras e, por isso, fez o transporte da droga

Por Lucia Morel | 03/04/2025 07:28
Investigado por fraude em MS, advogado "caiu" em SP com 22 kg de cocaína
Advogado e empresário Christopher Pinho Ferro Scapinelli, em foto de setembro de 2023. (Foto: Redes sociais)

Tráfico de drogas, fraude em licitação e uso de armamento sem registro são crimes imputados ao advogado e empresário campo-grandense Christopher Pinho Ferro Scapinelli, 42 anos. Depois de entrar na mira do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por indícios de fraude em concurso no interior do Estado, acabou sendo preso em Mirassol (SP), transportando 22 quilos de cocaína.

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O advogado e empresário Christopher Pinho Ferro Scapinelli, de 41 anos, está preso há cinco meses em São Paulo após ser condenado por tráfico de drogas. Ele foi flagrado em outubro transportando 22 quilos de cocaína. Scapinelli, que já presidiu comissões na OAB/MS, também é investigado por fraude em licitação e posse ilegal de armas. Em dificuldades financeiras, ele alegou ter aceitado transportar drogas entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Condenado a seis anos e meio de prisão, ele não poderá recorrer em liberdade. O caso está em recurso e é acompanhado por um advogado de São José do Rio Preto.

Entre 2016 e 2024 ele presidiu duas comissões importantes na OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul): a de Assuntos Indígenas e a de Direitos Humanos. Mas em junho do ano passado, foi alvo da Operação Sommelier, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

De lá pra cá, a situação desandou e em dificuldades financeiras, ele acabou aceitando transportar carga de droga entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Pelo menos foi o que alegou à Justiça paulista no ano passado.

A operação em MS investigava fraude em licitação da Prefeitura de Douradina (a 292 km da Capital). Christopher Scapinelli é dono da Delta Concursos e Treinamentos, contratada pelo município por R$ 154 mil para organizar certame destinado a preencher cargos na administração direta do município.

O Ministério Público afirma que a empresa é de fachada e funciona no mesmo endereço de uma loja de vinhos em Campo Grande. No dia da ação, 12 de junho, durante buscas na casa dele em Dourados, policiais militares em apoio à operação encontraram um carregador de pistola com 10 munições e outros 15 cartuchos intactos dentro de uma meia no guarda-roupa do quarto. Ele foi preso em flagrante.

Tráfico -  Em 17 de fevereiro, o advogado foi condenado a seis anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado por tráfico de drogas entre estados. “O réu não poderá recorrer em liberdade, pois se encontra preso e não existem razões para que haja a revogação da prisão, especialmente diante da pena e do regime de pena fixados. O crime reveste-se de gravidade em concreto, pois foi apreendida quantidade significativa de droga de elevado poder lesivo (22,05 kg de cocaína), a qual era transportada entre Estados”, sustenta a decisão.

Pelo histórico, Christopher foi preso em flagrante no dia 13 de outubro de 2024 na altura do Km 446 da Rodovia Washington Luis, SP-310. Antes de ser abordado em uma Toyota Hilux, ele tentou fugir, “dirigindo em alta velocidade, a indicar risco de fuga, prejudicando a aplicação da lei penal”, diz a decisão de prisão preventiva do ano passado, anterior à sentença de fevereiro.

Nela, é relatado que em interrogatório, o advogado “perdeu toda a sua renda com a prisão”, já que antes dela, “o réu residia em outro Estado (não possui endereço/domicílio no Estado de São Paulo)”, relatando ainda que passava por dificuldades financeiras, o que, “confessadamente, motivou-o a realizar o transporte da droga”.

Em novembro do ano passado, Christopher Pinho tentou transferência para uma prisão em Campo Grande, o que foi negado. O caso está em grau de recurso e o caso é acompanhado pelo advogado de São José do Rio Preto, Juan Carlo de Siqueira.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do advogado.

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