Caminhada celebra Dia Mundial de Conscientização do Autismo na Capital
Uma a cada 36 crianças tem autismo. "Não tem cura, tem evolução" diz presidente de associação
"A inclusão começa com a aceitação" é o lema da caminhada da Associação Juliano Varela que aconteceu hoje (2) no dia Mundial de Conscientização do Autismo. A caminhada foi um ato simbólico que contou com cerca de 150 pessoas, saiu da Avenida Marquês de Pombal, bairro Tiradentes, sede da Instituição. No instituto ocorrem atividades com café da manhã, banda, brinquedos e atividades.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Associação Juliano Varela realizou uma caminhada em Campo Grande para celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com cerca de 150 participantes. O evento destacou a importância da inclusão e aceitação dos autistas na sociedade, promovendo atividades e conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dados recentes indicam que 1 em cada 36 crianças é autista. A presidente da associação, Malu Fernandes, enfatizou que o autismo não é uma doença, mas pode evoluir com o apoio adequado. O evento também contou com atividades como cão-terapia, que auxilia no desenvolvimento das crianças. A iniciativa reforça a necessidade de compreensão social e inclusão dos autistas.
A cada 36 crianças, uma tem autismo. Os dados são do órgão de saúde CDC (Centers for Disease Control and Prevention), divulgado na atualização da semana passada, é referente a crianças de até 8 anos de idade.
Malu Fernandes, presidente da Associação e subsecretaria das Políticas Públicas, cita esse dado para reforçar como qualquer pessoa, a qualquer momento pode ter um filho autista. "A sociedade precisa ter conhecimento para acolher essa família. Não é uma coisa tão difícil não, existe caminhos que levam ao desenvolvimento, porquê o autismo não é uma doença, não se cura, mas ele evolui".

A presidente da Associação também relembrou de casos na instituição de autistas nível 3 de suporte (grau mais grave do TEA, com dificuldades nas habilidades sociais, de comunicação entre outras), que evoluíram para o nível 1. A partir do conhecimento, tecnologia e trabalho com equipe multidisciplinar.
"Evoluindo as suas habilidades, as pessoas serão incluídas na sociedade. Poderão trabalhar, ser produtivas e felizes com suas famílias. Buscar a eficiência na deficiência". Malu afirma que datas assim são importantes para focar nas habilidades e não inabilidade, além conscientizar a sociedade que o autismo existe.
Rodnei Braga, de 48 anos, motorista de aplicativo, é pai do Arthur de nove anos que está no projeto há dois meses, e já consegue notar a evolução. "Está sendo muito satisfatório, estamos muito felizes. Faz parte do desenvolvimento dele, tem prática de esporte. Tá se desenvolvendo bem, fazendo amigos. É muito bom para o desenvolvimento da criança".

Entre os tratamentos encontrados na instituição, existe a cão-terapia, que ajuda a acalmar as crianças autistas, entre vários outros benefícios que os animais geram nas crianças, como conta Bruno Nóbrega, protetor animal, que trouxe o mascote Black para o evento.
"Não só as crianças autistas, outras síndromes também. É nessa calma, nessa liberação dos hormônios da felicidade", o protetor animal explica como o contato com o animal pode auxiliar as crianças até mesmo na fala, através dos comandos e ações do pet.
O movimento ressalta a necessidade de compreensão e conscientização social que busca a inclusão dos autistas na sociedade.
No último mês, os vereadores de Campo Grande aprovaram a legalidade do Projeto de Lei 9.953/21 que propõe validade indeterminada para laudos médicos periciais de TEA (Transtorno do Espectro Autista). A proposta ainda precisa passar por votação em Plenário.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.