Casal é investigado por falsificar whisky com vodka e conhaque no Zé Pereira
Mistura era lacrada com calor e vendida como original; os dois foram conduzidos após denúncia anônima
RESUMO
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Casal foi preso em Campo Grande por falsificar whisky em casa, no Bairro Zé Pereira. Os suspeitos misturavam conhaque, vodka e adoçante, engarrafando o líquido em recipientes de marcas famosas como Johnnie Walker, White Horse e Jack Daniel's. A bebida falsa era vendida a conveniências da Capital por valores entre R$ 40 e R$ 60. A polícia apreendeu garrafas, caixas e materiais de produção. O caso é investigado como crime contra a saúde coletiva, podendo responsabilizar também estabelecimentos que comercializavam o produto.
Um casal é investigado após operação do Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), na tarde desta sexta-feira (20), em Campo Grande, suspeito de falsificar whisky na casa onde mora, no Bairro Zé Pereira, e vender o produto a conveniências da Capital como se fosse de marcas conhecidas. Ninguém ainda foi preso.
A ação começou após denúncia anônima. “Recebemos a informação de que uma residência estaria fabricando bebidas falsificadas. Hoje cumprimos mandado de busca e apreensão e constatamos que o local era adaptado para o envase”, explicou o delegado Wilton Vilas Boas de Paula.
Segundo ele, os suspeitos utilizavam bebidas de baixa qualidade para simular produtos mais caros. A mistura era feita com conhaque e vodka, em condições precárias. “Era tudo muito sujo, sem condições nenhuma. Para os whiskys de maior valor, eles ainda adicionavam adoçante para mascarar o sabor”, detalhou.
O líquido era colocado em garrafas de marcas como Johnnie Walker, White Horse e Jack Daniel’s e vendido como original. Os valores variavam entre R$ 40 e R$ 60, dependendo do rótulo.
No imóvel, foram apreendidas diversas garrafas, caixas e materiais usados na produção. Um veículo Celta estava completamente carregado com as bebidas, e parte da apreensão também ocupou o compartimento traseiro de uma viatura. Entre os itens, havia garrafas falsificadas, vodkas e até um secador de cabelo, utilizado no processo.
Segundo apurado pela polícia, os suspeitos utilizavam calor para lacrar as embalagens e dar aparência de produto original. Os lacres, inclusive, eram adquiridos pela internet.
Apesar da suspeita, ninguém foi preso até o momento. “No local não encontramos bebidas prontas, pois a venda já havia sido realizada. Agora seguimos para identificar os pontos onde esses produtos foram distribuídos”, afirmou o delegado.
A responsabilização pode se estender a quem coloca esse tipo de produto à venda, caso seja comprovado que tinha ciência da fraude. Isso porque a adulteração de bebidas é enquadrada como crime que afeta a saúde coletiva, justamente pelo potencial de causar danos ao consumidor.
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