“Cena de horror", dizem comerciantes após assassinato na Júlio de Castilhos
Na região, André Mitidiero conhecia todos e, apesar de calado, ajudava aos amigos e era muito querido
O clima na Avenida Júlio de Castilhos, no Bairro Lar do Trabalhador, é de silêncio e consternação após o assassinato de André Luiz Mitidiero, de 46 anos, proprietário da Luigi Salgados e da Luigi Pizzaria. Comerciantes da região afirmam que a morte violenta do empresário deixou a vizinhança em luto e ainda em estado de choque.
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O empresário André Luiz Mitidiero, de 46 anos, proprietário da Luigi Salgados e Luigi Pizzaria, foi assassinado por seu gerente Eduardo Araújo, de 32 anos, em Campo Grande. O crime, motivado por ciúmes da ex-companheira, ocorreu na Avenida Júlio de Castilhos, no Bairro Lar do Trabalhador. Segundo a Polícia Civil, o ataque foi premeditado. Eduardo dispensou todos os funcionários para o almoço e atacou André com uma faca quando este chegou ao estabelecimento com seu filho de cinco anos. Após o crime, o gerente tirou a própria vida. O caso deixou comerciantes locais em estado de choque e luto.
Dois comerciantes ouvidos pela reportagem do Campo Grande News preferiram não se identificar, mas relataram a proximidade que tinham com André e o impacto do crime para quem trabalha diariamente na região. Um deles contou que esteve com André na manhã de ontem, poucas horas antes do assassinato. “Ele [André] conhecia todo mundo na região”, relatou.
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O comerciante disse ainda que também conhecia os três principais envolvidos no caso e que tinha convivência com todos. Ele presenciou momentos posteriores ao ataque. Ao ouvir os gritos, saiu do estabelecimento e se deparou com uma cena que descreve como traumática. Ele viu o gerente Eduardo Araújo se esfaqueando após matar o patrão. Abalado, resumiu o que ficou gravado na memória como uma “cena de horror”.
Outro comerciante da região disse que conhecia André havia cerca de quatro anos. Para ele, a perda é dolorosa, mas a rotina obriga a seguir em frente. “É triste, mas a gente tem que continuar”, afirmou, acrescentando que, mesmo com os estabelecimentos abertos, o sentimento predominante entre os comerciantes é de luto. “Todo mundo foi pego de surpresa”, disse.
Na Luigi Salgados, cenário do crime, não há qualquer aviso ou faixa de luto nesta quinta-feira (22). A loja permanece fechada, sem movimento, refletindo o impacto da tragédia não apenas para a família, mas também para a rotina comercial da região.
Entenda - André Luiz foi assassinado no início da tarde desta quarta-feira (21) dentro da lanchonete localizada na Avenida Júlio de Castilhos. O autor do crime foi o gerente do estabelecimento, Eduardo Araújo, de 32 anos, que, segundo a Polícia Civil, agiu por ciúmes da ex-companheira.
De acordo com a investigação, o crime foi premeditado. Conforme explicou o delegado da 7ª Delegacia de Polícia Civil, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, Eduardo dispensou todos os funcionários para o almoço ao mesmo tempo, o que chamou atenção. Pouco depois, André chegou ao local acompanhado do filho, de apenas cinco anos, para buscar uma encomenda, momento em que foi atacado com uma faca.
André ainda tentou se defender, com auxílio da ex-esposa de Eduardo, que chegou logo depois, mas não resistiu aos ferimentos. Após o ataque, o gerente se esfaqueou. O Corpo de Bombeiros tentou reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas ele morreu no local.
As apurações indicam que Eduardo e a funcionária estavam separados havia cerca de um mês e ele tentava retomar o relacionamento. Uma testemunha relatou que o gerente teria colocado um rastreador para monitorar a ex-esposa. A polícia também encontrou a caixa e a nota fiscal da faca usada no crime, guardadas em um armário da empresa, reforçando a suspeita de premeditação.
Eduardo trabalhava na Luigi Salgados havia cerca de dois anos. A Luigi Pizzaria publicou nota lamentando a morte do empresário. “Que as boas lembranças deixadas por André permaneçam vivas no coração de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, diz o texto.
O velório de André Luiz Mitidiero ocorre nesta quinta-feira (22), na capela do Jardim das Palmeiras, na Avenida Tamandaré, em Campo Grande. Em entrevista ao Campo Grande News, a irmã dele, Nadjala Mitidiero, pediu respeito diante dos boatos e destacou a trajetória de um homem que, segundo ela, sempre ajudou quem precisou - inclusive o próprio autor do crime.
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