Envolvido em roubo de drogas com morte, sargento é expulso da PM
Na ocasião, colega de farda acabou morrendo ao trocar tiros com policiais do Batalhão de Choque
O sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Laércio Alves dos Santos, foi excluído da corporação, conforme decisão publicada nesta sexta-feira (4), assinada pelo comandante geral, coronel Renato dos Anjos Garnes.
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O sargento Laércio Alves dos Santos foi excluído da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul após ser preso em junho do ano passado durante uma tentativa de roubo de 90 quilos de maconha. O crime envolveu o sequestro do motorista do caminhão que transportava a droga. Durante a ação, o cabo Almir Figueiredo Barros, comparsa de Laércio, morreu em confronto com a polícia. Laércio também foi flagrado levando contrabando para o Presídio Militar, o que levou à sua transferência para uma penitenciária de regime mais rigoroso.
Santos, como era conhecido, foi preso em junho do ano passado durante tentativa de roubar uma carga de drogas, ocasião em que o colega de profissão e comparsa no roubo, cabo Almir Figueiredo Barros, acabou morrendo em troca de tiros.
Laércio e Almir faziam parte de uma quadrilha de traficantes, que sequestrou motorista de um caminhão para roubar 90 quilos de maconha, crime ocorrido na tarde de uma sexta-feira, 21 de junho, em Campo Grande. O plano foi descoberto pela Inteligência da Polícia Militar. Então, militares se posicionaram na região do Indubrasil para vigiar os suspeitos e viram a aproximação de um caminhão azul, sendo seguido de perto por um Toyota Corolla.
Na Rua Barra dos Bugres, os ocupantes do carro sinalizaram para que o motorista do caminhão parasse, o que foi feito. Na sequência, o condutor foi retirado do caminhão e colocado em um veículo sedan branco. Então, o veículo de carga seguiu conduzido por outra pessoa e escoltado pelo Corolla.
Segundo o boletim de ocorrência, caminhão e Toyota seguiram até uma chácara na Rua Cláudio Augusto, na Vila Romana. Lá, cinco suspeitos passaram a cortar a lataria do veículo de carga e foi o momento que o Choque decidiu abordá-los. Contudo, todos correram para a vegetação ao redor. Dois deles foram cercados e, de acordo com o Choque, resistiram com armas de fogo.

"Que não restou alternativas aos policiais, se não o também emprego de armas de fogo para neutralizar a injusta agressão desencadeada pelos marginais". Os dois foram socorridos em estado grave e morreram antes de chegar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica. Eles foram identificados como Jorcinei Junior Sabia Gil da Silva e o cabo da PM, Almir Figueiredo. Duas armas de fogo foram apreendidas com eles.
Já Laércio Alves foi surpreendido próximo a BR-262 e acabou preso. Ele é o dono do Corolla que escoltou o caminhão. O resto do bando conseguiu fugir. A droga foi encontrada em um compartimento do caminhão e no estepe, totalizando 90 quilos, em embalagens com etiqueta com a palavra "oferta".
Recorrente - Dois dias antes desse flagra, Laércio assumiu “normalmente” o plantão como vigia no Presídio Militar Estadual de Campo Grande, unidade do Complexo Penal do Jardim Noroeste destinada a presos militares. Na mochila que carregou para dentro da penitenciária, contudo, ele levava celulares, um play station 2, outros eletrônicos e até drogas, “encomendas” feitas por colegas de profissão confinados no local.
A informação de que o PM era o “fornecedor” de ilícitos da unidade chegou à Corregedoria-Geral da PMMS por denúncia anônima e foi o que motivou a transferência do sargento para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, conhecida como “Supermáxima” por ter regime mais rígido.
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