Foragido há 10 anos, conhecido como "Zóio" é preso por matar homem asfixiado
Corpo de jovem foi encontrado por cachorro em sítio às margens da BR-163; crime ocorreu em 2016
Dez anos após um homicídio que chocou Campo Grande pela brutalidade e pelas circunstâncias, Adriano Vieira de Oliveira, conhecido como “Zoio”, foi preso neste domingo (1º de fevereiro). Ele é acusado de matar Bruno César Matias de Souza, o “Mascote”, então com 21 anos, em um crime ocorrido na madrugada de 29 de julho de 2016, na região sul da Capital.
RESUMO
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Adriano Vieira de Oliveira, conhecido como "Zoio", foi preso após dez anos do assassinato de Bruno César Matias de Souza, ocorrido em Campo Grande. O crime, que aconteceu em julho de 2016, ganhou notoriedade quando o corpo da vítima foi encontrado por um cachorro em um sítio próximo à BR-163. O assassino confessou ter estrangulado a vítima com um cordão após uma briga. Adriano, que possui histórico criminal incluindo furto, roubo e sequestro, estava foragido por não cumprir regime semiaberto relacionado a outro crime. A perícia confirmou sinais de luta corporal, com a vítima apresentando cortes na cabeça e hematomas nas mãos.
O assassinato teve grande repercussão à época, principalmente porque o corpo da vítima foi encontrado por um cachorro em um sítio nas proximidades da BR-163, no Jardim Itamaracá. Souza estava apenas de calça jeans, foi estrangulado com um cordão, apresentava um corte profundo na cabeça e hematomas nas mãos. A perícia apontou sinais claros de luta corporal entre vítima e autor.
Adriano já estava identificado como suspeito desde agosto de 2016. Conhecido no meio policial, acumulava passagens por crimes como furto, roubo, sequestro e tentativas de homicídio. Após ser localizado, foi preso, indiciado pelo homicídio e encaminhado ao Instituto Penal.
O acusado também já figurava em outras ocorrências de destaque. Em julho de 2015, na região das Moreninhas, tentou matar um rival a tiros. Vinte dias depois, foi preso em flagrante após invadir uma residência, amarrar os moradores e roubá-los. Foi justamente por esse crime, pelo qual foi julgado e condenado, que Adriano passou a ser considerado foragido da Justiça, ao não se apresentar para cumprir pena no regime semiaberto na Colônia Penal.
Homicídio - A vítima foi reconhecida por um amigo devido ao par de tênis que usava. Levado para prestar depoimento, ele afirmou que “Zoio” era um dos principais suspeitos, já que, um dia antes do assassinato, Bruno havia brigado com ele. Os dois chegaram a trocar socos.
Durante as investigações, Adriano chegou a ser preso e confessou o crime. Em depoimento, relatou que Bruno foi até sua casa na madrugada do homicídio em uma motocicleta emprestada, propondo que cometessem assaltos para comprar cocaína. Mesmo desconfiado, aceitou a proposta.
Segundo o relato, não estranhou quando a vítima o levou até o sítio, conhecido pela má fama. A decisão de atacar, conforme afirmou, ocorreu quando “Mascote” colocou a mão sob a camisa, dando a entender que estaria armado. Adriano disse que golpeou a cabeça da vítima com um capacete para derrubá-la e, já com Bruno caído, retirou sua camisa para confirmar que ele não portava arma.
Mesmo ferido, desarmado e caído no chão, decidiu matá-lo. Usou o cordão da própria blusa para enforcar o rival. Em seguida, fugiu a pé pelo matagal. Cerca de meia hora depois, por volta das 6h, moradores da chácara encontraram o corpo, alertados pelos latidos insistentes do cachorro da propriedade.
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