Lixo acumulado provoca alagamentos e prejuízos na Av. José Barbosa Rodrigues
Moradores relatam que, sempre que chove, trecho vira rio; carros ficam atolados e até motor já foi danificado
RESUMO
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O acúmulo de lixo e entulhos na Avenida José Barbosa Rodrigues, em Campo Grande, tem causado alagamentos frequentes e prejuízos a moradores e comerciantes. Durante chuvas, a via fica intransitável, especialmente para carros pequenos, com casos de veículos danificados ao tentar atravessar os pontos críticos. Moradores relatam que, apesar da abertura de uma valeta para amenizar o problema, a situação persiste devido ao descarte irregular de lixo e ao esgoto a céu aberto. A apenas 500 metros de uma base da Guarda Municipal Ambiental, pessoas contratam terceiros para descartar resíduos irregularmente, evitando o uso adequado dos ecopontos.
O acúmulo de lixo e entulhos tem provocado alagamentos frequentes na Avenida José Barbosa Rodrigues, em Campo Grande. Moradores e comerciantes da região relatam que, sempre que chove, a água toma conta da via, causando transtornos, prejuízos e dificultando a passagem de veículos.
Enquanto a reportagem conversava com moradores e comerciantes, um carro precisou ser removido após passar pelo alagamento e ter o motor danificado.
O borracheiro Ecleverton Silvia, de 33 anos, afirma que a situação se repete toda vez que chove. “Vira um rio. Tem dias que é pior, o povo atola ali, fica com o carro tudo atolado e vem outras pessoas tentando socorrer. A pessoa que passa aqui todo dia sofre”, relatou.
Segundo o aposentado Roberto da Costa Guimarães, de 68 anos, após muitas reclamações foi aberta uma valeta no local, o que chegou a amenizar parte do problema. "Aqui alagava, depois tanta reclamação abriu uma valeta. Aí parou de largar, os bueiros escorrem lá”, disse.
Mesmo assim, os transtornos continuam, principalmente para motoristas de carros menores. “Muitas vezes o pessoal volta pra trás e dá volta aqui por cima. Porque não passa carro pequeno. Mas aqui nós já tivemos prejuízo, viu”, contou.
O pedreiro Adriano Tavares, de 30 anos, também aponta outro problema recorrente: o esgoto que corre a céu aberto. “Todo dia sai esse esgoto aqui. Os caras vêm e arrumam, só que nunca resolvem cobrir. Aí esse esgoto cai aqui e cai tudo naquela água lá. É o que acaba alagando. Vem rato, fica cheio de barata. Carro pequeno não passa aqui, ainda mais eu que tenho um Uno”, relatou.
Lixo acumulado - Vídeos registrados no local mostram a dimensão do problema. Em um deles, é possível ver lixo acumulado às margens da Avenida José Barbosa Rodrigues, no trecho que segue no sentido da Avenida Euler de Azevedo para a Vila Popular.
Outro vídeo, entre as ruas José Pereira e Antônio Sobreira, mostra a grande quantidade de entulhos, armários e outros objetos descartados irregularmente. “É um lixão a 500 metros do outro”, afirmou um comerciante da região, que preferiu não se identificar por medo de represálias de moradores que jogam lixo no local.
De acordo com ele, muitas pessoas evitam pagar o descarte correto em ecopontos e acabam contratando terceiros para se livrar do lixo.
“Pessoas que trabalham com descarte jogam em local adequado. Só que a maioria da população não quer pagar para jogar no lugar próprio. Preferem pagar para aquelas pessoas que são usuário de drogas, pagam lá 15 reais para a pessoa fumar droga e eles pegam e jogam nessa situação. Esses armários foram jogados não tem três dias”, disse.
O comerciante também chamou atenção para a proximidade do local com uma base da Guarda Municipal Ambiental. Segundo ele, o primeiro ponto de descarte irregular fica entre 450 e 500 metros da base da Guarda Municipal Ambiental, localizada na divisa da Vila Popular com o Jardim Itália. Mesmo assim, o problema continua se repetindo.
Para moradores e comerciantes, enquanto o descarte irregular continuar e a situação da drenagem não for resolvida, os alagamentos devem seguir trazendo transtornos para quem passa diariamente pela avenida.
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