Mulher morta no Inferninho saiu para cobrar dívida antes de sumir
Vizinhos de Giovana Castura Werner acreditam que celular da vítima foi usado por outra pessoa após o crime

A morte de Giovana Castura Werner, de 52 anos, encontrada com um tiro na testa na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, pode ter ligação com o fato de a vítima emprestar dinheiro e ter saído de casa para fazer uma cobrança pouco antes de desaparecer. A informação foi relatada por um vizinho conhecido ouvido pela reportagem na manhã desta quinta-feira (26), no Bairro Jardim São Conrado.
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O corpo de Giovana Castura Werner, de 52 anos, foi encontrado com um tiro na testa na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. A vítima, que costumava emprestar dinheiro, teria saído para realizar uma cobrança antes de desaparecer, segundo relatos de pessoas próximas. A polícia localizou o veículo da vítima em um matagal no Jardim Colúmbia, contendo vestígios de sangue, um projétil e uma pá. Giovana mantinha uma rotina caseira e morava sozinha desde 2014. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoas, que busca esclarecer a motivação do crime.
O morador, de 40 anos, que preferiu não se identificar, disse que mantinha contato esporádico com Giovana. “Ela era uma vizinha muito gente boa, sempre ajudou a gente, era sempre um ajudando o outro. Nunca deu trabalho, uma pessoa que quando precisava estava pronta para ajudar”, contou.

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Segundo ele, o desaparecimento causou estranheza. “Quando soube do que aconteceu foi uma surpresa. Até ela ter sumido foi uma surpresa, não era de sumir. Não saía de casa, a não ser quando estava viajando”, afirmou. O vizinho relatou que Giovana levava uma rotina tranquila e caseira. “Ela chegava com o carro, entrava e até falava que gostava de ficar em casa no ar condicionado assistindo a série dela”.
A última vez que a viu foi no domingo, por volta das 5h30, quando saía para o trabalho. “Ela saiu na frente da casa e deu bom dia”, disse. Ele afirma que nunca ouviu relatos de ameaças, mas confirmou que sabia sobre empréstimos feitos por Giovana. “Sabia que emprestava dinheiro, ultimamente andava bem mais trancada em casa do que o normal. Era de sair pouco”.
Segundo o conhecido, Giovana tinha uma viagem marcada para o dia 7 do próximo mês e vinha pagando o passeio há cerca de um ano. O destino seria um resort.
Nos dias mais recentes, um comportamento chamou atenção. “Ultimamente chegava em casa e não deixava o carro estacionado na rua”, relatou. Giovana morava sozinha desde 2014, embora mantivesse um relacionamento. “Tinha uma namorada que de vez em quando frequentava a casa”.
A dinâmica das últimas horas também levanta dúvidas. De acordo com o vizinho, a perícia indicou que a morte pode ter ocorrido por volta das 20h de segunda-feira. Ainda assim, o celular da vítima registrou atividade na manhã seguinte. “A última visualização dela foi 7h55 de terça-feira no WhatsApp. A namorada disse que por volta das 7h30 ela respondeu mensagens. A família e os vizinhos acreditam que alguém estava usando o celular dela para responder”, afirmou.
Inquilino de um estúdio de tatuagem anexo à casa relatou que Giovana havia dito que iria para a casa da namorada entre domingo e segunda-feira. Antes de ser encontrada morta, ela também teria dado outra informação. Segundo o vizinho, a namorada contou que perguntou onde ela estava e ouviu como resposta que estava “fazendo uma cobrança”.
Após o desaparecimento, familiares começaram a agir por conta própria. Uma das irmãs pediu ao vizinho que pegasse as chaves da casa e trocasse as fechaduras. “Ela não sabe se foi alguém conhecido ou outra coisa, nem se mais gente tem a chave do imóvel”, disse.
O corpo de Giovana foi localizado na terça-feira (24). O carro dela foi encontrado no dia seguinte, em um matagal no Jardim Colúmbia. Dentro do veículo, a polícia encontrou um projétil, vestígios de sangue e uma pá, materiais que agora são analisados pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoas).
De acordo com o delegado Caio Macedo, o carro pertence à vítima e apresenta ligação direta com o crime, embora ainda não seja possível determinar onde o homicídio ocorreu. “Foram encontrados vestígios de sangue no carro, mas não dá pra afirmar onde o crime aconteceu”, afirmou.
Segundo a polícia, não há suspeitos identificados até o momento. A linha de investigação agora se concentra no levantamento das relações da vítima para tentar esclarecer a motivação do crime.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela amiga da vítima, ela tentou contato com Giovana diversas vezes ontem, mas não obteve retorno. Diante disso, foi até a casa dela, porém não a encontrou no local. Em seguida, procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde foi informada de que Giovana não havia sido atendida.
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