ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
FEVEREIRO, QUINTA  12    CAMPO GRANDE 29º

Capital

“Na vila ninguém gostava dele”, diz acusado de matar agiota ao negar crime

Denianderson Menezes da Conceição alega que mais de 10 pessoas teriam motivo para assassinar a vítima

Por Ana Paula Chuva | 12/02/2026 11:06
 “Na vila ninguém gostava dele”, diz acusado de matar agiota ao negar crime
Denianderson durante julgamento nesta quinta-feira (Foto: Ana Paula Chuva)

Sentado no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri na manhã desta quinta-feira (12), Denianderson Menezes da Conceição, 26 anos, negou ter matado Moizés Serra Correia alegando que a vítima tinha problemas com várias pessoas na região do Bairro Santa Luzia, em Campo Grande, por ser agiota e bater em quem o devia. O crime aconteceu no dia 30 de novembro de 2023, na Rua São Gregório.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Acusado de assassinar Moizés Serra Correia em novembro de 2023, Denianderson Menezes da Conceição, 26 anos, negou a autoria do crime durante julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O réu alega que a vítima, que atuava como agiota, tinha diversos desafetos no bairro Santa Luzia. Segundo o Ministério Público, Moizés foi morto em uma emboscada, atingido por seis tiros. O crime ocorreu quando a vítima saiu da casa do irmão após o alarme de seu carro ser acionado. Denianderson foi reconhecido pelo irmão da vítima como autor dos disparos.

Denianderson foi preso cerca de 9 meses depois por força de mandado de prisão. Em depoimento, na época, ele negou a acusação de homicídio. Ele afirmou que conhecia Moizés e que os dois tinham negócios. Em certo dia, ele esteve na oficina e bateu no rapaz.

“Ai dez dias depois foram lá e mataram ele. Mas eu não tenho envolvimento. Eu estou sendo acusado por causa dele. A mulher dele disse que eu mandei uma mensagem, mas não existe essa mensagem que eu mandei no WhatsApp”, relatou.

O réu também contou que não procurou a polícia após apanhar da vítima e que a briga aconteceu por conta de uma dívida. “Ele me emprestou um dinheiro a juros. Eu fiquei sabendo da morte dele porque meus parentes falaram que eu estava sendo acusado. Eu morava lá na vila e depois disso que sumi, fiquei com medo. Mudei para o São Conrado”, explicou.

No dia do assassinato de Moizés ele afirma que estava com a mulher em casa. “Eu, ela e a filha dela de 22 anos. Nem usei meu telefone aquele dia, pode pedir para ver a antena que eu estava lá em casa”, disse.

Hoje diante do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, Denianderson seguiu negando a autoria do assassinato. Ele ainda destacou que a vítima era agiota e tinha problemas com várias pessoas no bairro.

“Na vila ninguém gostava dele, porque ele emprestava dinheiro e batia nas pessoas. Eu já tinha pagado quase todo o empréstimo, eram parcelas de três mil reais, mas ele queria sempre mais. Tinha mais de dez pessoas que ele batia, não sei porque estou sendo acusado”, pontuou.

Denúncia – De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o assassinato aconteceu por volta das 20h40 daquele dia e foi mediante emboscada.  Moizés foi atingido por seis disparos de arma de fogo, sendo um nas costas, outro nas nádegas e quatro na cabeça. Denianderson foi reconhecido pelo irmão da vítima.

Moizés, inclusive, estava na casa de outro irmão e teria deixado seu carro estacionado 1 quadra abaixo. Segundo a testemunha, Denianderson foi até o local e disparou o alarme do veículo, fazendo com que a vítima saísse da casa. Neste momento, disparou e fugiu correndo com a arma em punho e sem capacete até chegar a uma motocicleta e sumir.

 “Na vila ninguém gostava dele”, diz acusado de matar agiota ao negar crime
Corpo de Moizés no local onde foi executado com seis tiros (Foto: Osmar Veiga | Arquivo)


Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.