“Na vila ninguém gostava dele”, diz acusado de matar agiota ao negar crime
Denianderson Menezes da Conceição alega que mais de 10 pessoas teriam motivo para assassinar a vítima
Sentado no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri na manhã desta quinta-feira (12), Denianderson Menezes da Conceição, 26 anos, negou ter matado Moizés Serra Correia alegando que a vítima tinha problemas com várias pessoas na região do Bairro Santa Luzia, em Campo Grande, por ser agiota e bater em quem o devia. O crime aconteceu no dia 30 de novembro de 2023, na Rua São Gregório.
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Acusado de assassinar Moizés Serra Correia em novembro de 2023, Denianderson Menezes da Conceição, 26 anos, negou a autoria do crime durante julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O réu alega que a vítima, que atuava como agiota, tinha diversos desafetos no bairro Santa Luzia. Segundo o Ministério Público, Moizés foi morto em uma emboscada, atingido por seis tiros. O crime ocorreu quando a vítima saiu da casa do irmão após o alarme de seu carro ser acionado. Denianderson foi reconhecido pelo irmão da vítima como autor dos disparos.
Denianderson foi preso cerca de 9 meses depois por força de mandado de prisão. Em depoimento, na época, ele negou a acusação de homicídio. Ele afirmou que conhecia Moizés e que os dois tinham negócios. Em certo dia, ele esteve na oficina e bateu no rapaz.
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“Ai dez dias depois foram lá e mataram ele. Mas eu não tenho envolvimento. Eu estou sendo acusado por causa dele. A mulher dele disse que eu mandei uma mensagem, mas não existe essa mensagem que eu mandei no WhatsApp”, relatou.
O réu também contou que não procurou a polícia após apanhar da vítima e que a briga aconteceu por conta de uma dívida. “Ele me emprestou um dinheiro a juros. Eu fiquei sabendo da morte dele porque meus parentes falaram que eu estava sendo acusado. Eu morava lá na vila e depois disso que sumi, fiquei com medo. Mudei para o São Conrado”, explicou.
No dia do assassinato de Moizés ele afirma que estava com a mulher em casa. “Eu, ela e a filha dela de 22 anos. Nem usei meu telefone aquele dia, pode pedir para ver a antena que eu estava lá em casa”, disse.
Hoje diante do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, Denianderson seguiu negando a autoria do assassinato. Ele ainda destacou que a vítima era agiota e tinha problemas com várias pessoas no bairro.
“Na vila ninguém gostava dele, porque ele emprestava dinheiro e batia nas pessoas. Eu já tinha pagado quase todo o empréstimo, eram parcelas de três mil reais, mas ele queria sempre mais. Tinha mais de dez pessoas que ele batia, não sei porque estou sendo acusado”, pontuou.
Denúncia – De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o assassinato aconteceu por volta das 20h40 daquele dia e foi mediante emboscada. Moizés foi atingido por seis disparos de arma de fogo, sendo um nas costas, outro nas nádegas e quatro na cabeça. Denianderson foi reconhecido pelo irmão da vítima.
Moizés, inclusive, estava na casa de outro irmão e teria deixado seu carro estacionado 1 quadra abaixo. Segundo a testemunha, Denianderson foi até o local e disparou o alarme do veículo, fazendo com que a vítima saísse da casa. Neste momento, disparou e fugiu correndo com a arma em punho e sem capacete até chegar a uma motocicleta e sumir.
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