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Capital

PM afirma que colaborou com a PF e que investigado é policial da reserva

Servidores da segurança pública de MS são alvos de ofensiva a esquema de contrabando

Por Aline dos Santos | 18/03/2026 09:49
PM afirma que colaborou com a PF e que investigado é policial da reserva
Equipe da PF durante cumprimento de mandado no Camelódromo, em Campo Grande. (Foto: Osmar Veiga)

Com servidores da segurança pública alvos de operação nesta quarta-feira (dia 18), a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) informa que está colaborando com a PF (Polícia Federal) e que o investigado é um policial militar da reserva remunerada. O nome não foi divulgado.

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul confirmou colaboração com a Polícia Federal na Operação Iscariotes, que investiga um policial militar da reserva remunerada envolvido em esquema de contrabando de eletrônicos e outros crimes. A Corregedoria-Geral da PMMS acompanha o caso e instaurou procedimentos administrativos disciplinares. A operação resultou em 90 ordens judiciais em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, incluindo 31 mandados de busca e apreensão, quatro prisões preventivas e bloqueio de bens que somam R$ 40 milhões. Entre os detidos estão dois policiais civis, Célio Rodrigues Monteiro e Edivaldo Quevedo da Fonseca.

“A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informa que, no contexto da Operação Iscariotes, a corporação, por meio da Corregedoria-Geral da instituição, está colaborando com a Polícia Federal e permanecerá à disposição para prestar todo o apoio necessário ao andamento das investigações”, informa nota enviada ao Campo Grande News.

A instituição destaca que não tolera comportamentos incompatíveis com a missão policial e trabalha de forma contínua para oferecer serviço de qualidade à população sul-mato-grossense, fortalecendo a confiança e a segurança da sociedade.

“A Corregedoria-Geral da PMMS acompanha o caso, participou das ações operacionais de busca e apreensão, e já instaurou os procedimentos administrativos disciplinares para apuração completa dos fatos e da conduta de um policial da reserva remunerada, único dos investigados com vínculo com a instituição”, reforça a nota.

A Operação Iscariotes, cujo nome é alusivo ao nome de um traidor famoso na Bíblia, mira servidores da segurança pública: policial civil, policial militar e bombeiro.

Segundo a PF, a organização criminosa contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa). Eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo. A suspeita é de esquema de contrabando de eletrônicos, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e ilícitos relacionados ao SFN (Sistema Financeiro Nacional).

A operação prendeu os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, lotado em Sidrolândia, e Edivaldo Quevedo da Fonseca, lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

A ofensiva é da Polícia Federal e Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul), com apoio da Receita Federal.

Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridas cerca de 90 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. As medidas incluem 31 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva, 1 monitoramento eletrônico, 2 afastamentos de função pública, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam R$ 40 milhões.

O nome Operação Iscariotes remete à ideia de traição e quebra de confiança, em referência à suposta cooptação de agentes públicos para favorecer a atuação da organização criminosa investigada. Iscariotes é sobrenome do apóstolo Judas, que traiu Jesus Cristo.

O Campo Grande News solicitou posicionamento da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A reportagem aguarda retorno.

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