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Lado Rural

Com alta no abate, MS se mantém entre líderes da pecuária brasileira

Avanço de 175 mil cabeças acompanha cenário de exportações fortes e demanda aquecida

Por José Cândido | 18/03/2026 09:18

Com alta no abate, MS se mantém entre líderes da pecuária brasileira
No ano passado, 42,94 milhões de cabeças bovinas foram abatidas no País. (Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE)

RESUMO

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A pecuária brasileira alcançou números recordes em 2025, com destaque para Mato Grosso do Sul. O país registrou o abate de 42,94 milhões de cabeças de gado, um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior, com MS contribuindo com incremento de 175,09 mil cabeças abatidas. O crescimento do setor foi impulsionado pelo aumento no abate de fêmeas, que atingiu 46,8% do total, e pela maior eficiência produtiva. A cadeia produtiva como um todo apresentou resultados expressivos, com recordes na produção de couro bovino e na captação de leite, que alcançou 27,51 bilhões de litros.

O avanço da pecuária brasileira em 2025 teve reflexo direto em Mato Grosso do Sul. Em um ano de recordes históricos no país, o Estado ampliou sua participação no abate de bovinos e reforçou o peso do setor na economia regional.

Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Brasil abateu 42,94 milhões de cabeças de gado em 2025, alta de 8,2% em relação ao ano anterior — o maior volume já registrado na série histórica.

Dentro desse cenário, Mato Grosso do Sul aparece entre os destaques nacionais, com incremento de 175,09 mil cabeças abatidas, consolidando-se como um dos polos estratégicos da pecuária.

MS segue ritmo nacional e reforça protagonismo

O crescimento no Estado acompanha uma tendência observada em praticamente todo o país — 25 das 27 unidades da federação registraram aumento no abate. Ainda assim, Mato Grosso do Sul figura entre os estados com avanço relevante, ao lado de potências como Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

Esse desempenho está diretamente ligado à combinação de fatores favoráveis: mercado aquecido, exportações em alta e uma demanda interna consistente por proteína bovina.

Mais fêmeas no abate muda dinâmica do setor

Um dos pontos que ajudam a explicar o crescimento — tanto nacional quanto em Mato Grosso do Sul — é o aumento expressivo na participação de fêmeas no abate, que atingiu 46,8% do total, chegando a superar os machos em determinados períodos do ano.

O movimento indica um ajuste estratégico dos produtores, muitas vezes associado à retenção menor de matrizes e ao aproveitamento de preços mais atrativos no mercado.

Outro dado relevante é o crescimento do abate de animais jovens, especialmente novilhas, o que aponta para maior eficiência produtiva e renovação do rebanho.

Efeito cadeia: couro, leite e proteína em alta

O bom momento da pecuária não ficou restrito ao abate. Em 2025, toda a cadeia produtiva registrou resultados expressivos:

Produção de couro bovino também bateu recorde, acompanhando o ritmo dos frigoríficos

Captação de leite chegou a 27,51 bilhões de litros, maior volume da história

Setores de suínos e frangos também atingiram níveis recordes no país

Esse cenário reforça a importância do agro para estados como Mato Grosso do Sul, onde a pecuária tem forte impacto na geração de renda, empregos e movimentação industrial.

Pressão de oferta e olho no mercado

Apesar do crescimento, o aumento da produção também traz desafios. No caso do leite, por exemplo, a maior oferta pressionou preços ao produtor ao longo do ano.

Na bovinocultura, o equilíbrio entre produção, exportação e consumo interno segue sendo o principal fator para sustentar a rentabilidade.

Olho no futuro

Com base nos números de 2025, Mato Grosso do Sul entra em 2026 com um cenário positivo, mas que exige estratégia. O aumento do abate, aliado à eficiência produtiva e à inserção no mercado internacional, coloca o Estado em posição de destaque — mas também impõe o desafio de manter competitividade em um setor cada vez mais dinâmico.