“Em MS, não se varre lixo para baixo do tapete”, diz Barbosinha sobre operação
Vice-governador reforça que serão abertas investigações pelas corregedorias
Vice-governador de Mato Grosso do Sul e ex-titular da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), José Carlos Barbosa (PSD), o Barbosinha, afirmou que fica triste quando vêm à tona operações contra servidores, mas que o Estado não acoberta irregularidades.
RESUMO
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A Operação Iscariotes, deflagrada em Mato Grosso do Sul, resultou na prisão de dois policiais civis envolvidos em esquema de contrabando. A ação, realizada pela Polícia Federal, Receita Federal e Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, também investiga policial militar da reserva e bombeiro. O vice-governador José Carlos Barbosa afirmou que o Estado não acoberta irregularidades e garantiu investigações pelas corregedorias. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública ressaltou que processos administrativos disciplinares serão instaurados para apuração individual das responsabilidades.
“Eu não tenho informação refinada do que aconteceu. Mas em Mato Grosso do Sul, não se varre o lixo para baixo do tapete. Quando existe qualquer circunstância de suspeita, as instituições agem”, diz Barbosinha.
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Deflagrada nesta quarta-feira (dia 18), a Operação Iscariotes, cujo nome é alusivo ao nome de um traidor famoso na Bíblia, mira policiais civis, policial militar da reserva e bombeiro. A ação de combate ao contrabando é realizada pela PF (Polícia Federal), Receita Federal e Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul).
“A gente fica triste sempre que tem casos dessa natureza, mas faz parte do ser humano. Numa estrutura tão grande, às vezes, acaba escapando alguma coisa”, afirma o vice-governador.
Ele reforça que serão abertas investigações pelas corregedorias, garantindo o direito dos servidores à ampla defesa e ao contraditório. Ao término da apuração interna, os servidores podem ser punidos.
Nesta quarta-feira, Barbosinha participou do evento "Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar: desafios e caminhos na Polícia Militar", em Campo Grande.
Por meio de nota enviada ao Campo Grande News, a Sejusp informou que acompanha as investigações por meio das corregedorias das instituições estaduais de segurança pública.
“A Sejusp ressalta que não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando postura de rigor e transparência na apuração dos fatos. Destaca, ainda, que serão instaurados os competentes processos administrativos disciplinares para a apuração individual de eventuais responsabilidades, e tomará medidas cabíveis necessárias ao longo de toda apuração”.
A operação prendeu os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, lotado em Sidrolândia, e Edivaldo Quevedo da Fonseca, lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.
O nome Operação Iscariotes remete à ideia de traição e quebra de confiança, em referência à cooptação de agentes públicos para favorecer a atuação da organização criminosa investigada. Iscariotes é sobrenome do apóstolo Judas, que traiu Jesus Cristo.
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