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Capital

Rixa familiar e drogas expõem violência em vila onde vivia menina assassinada

Na mesma comunidade, ontem, homem foi morto pelos sobrinhos após conflito interno de longa data

Por Dayene Paz e Raíssa Rojas | 31/08/2025 11:08
Rixa familiar e drogas expõem violência em vila onde vivia menina assassinada
Fita zebrada em local de homicídio, na Vila Taquarussu. (Foto: Henrique Kawaminami)

O assassinato de Edvaldo Galeano Urunaga, de 45 anos, no fim da tarde deste sábado (30), escancarou um histórico de conflitos familiares na Vila Taquarussu, em Campo Grande, onde cinco casas de uma mesma família se tornaram palco de brigas, consumo de drogas e violência. O crime aconteceu por volta de 17h30, no mesmo corredor onde, dias antes, uma menina de seis anos foi levada por um conhecido da família, estuprada e morta.

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Briga familiar termina em assassinato na Vila Taquarussu. Edvaldo Galeano Urunaga, de 45 anos, foi morto a golpes de madeira e facão no sábado (30). O crime ocorreu dias após o estupro e morte de uma menina de seis anos no mesmo local, evidenciando um histórico de conflitos e consumo de drogas entre os moradores. A vítima foi atacada por dois sobrinhos, Kenedy Deivid Pantaleão Ferreira, de 22 anos, e Keterson Fernandes Gimenes, após uma discussão iniciada na manhã de sábado. Os suspeitos, usuários de drogas, fugiram e estão sendo procurados pela polícia. Edvaldo deixa três filhos. A família, que reside há 45 anos no local, pede justiça.

“Eu estava em casa, sentado assistindo televisão. Quando saí, vi meu filho. É muito doído”, disse o pai da vítima, de 81 anos, sem conseguir segurar o choro. A mãe, de 79, também presenciou a cena. O casal de idosos mora há 45 anos no local e hoje vê o lar transformado em cenário de tragédias sucessivas.

Um sobrinho de 39 anos, primo dos suspeitos, confirma que os desentendimentos são rotina na vila. “São muitos parentes que moram ali, todos usuários de droga. Eles sempre tiveram rixa entre si. Droga e muita gente acabam dando briga. Eu saí de lá porque tenho três filhos e não concordava com o estilo de vida”, contou.

Rixa familiar e drogas expõem violência em vila onde vivia menina assassinada
Pais de Edvaldo enquanto conversavam com a reportagem. (Foto: Henrique Kawaminami)

Segundo ele, os suspeitos Kenedy Deivid Pantaleão Ferreira e Keterson Fernandes Gimenes trabalhavam para sustentar o vício. Ambos são usuários e já tinham atritos constantes com a vítima. “Minha avó sempre faz almoço para todo mundo. Eles iam lá comer, e o Edvaldo não gostava muito disso. Antes do crime, ele estava com um facão porque tinha feito poda num terreno próximo, mas os sobrinhos acharam que ele queria usar contra eles”, completou.

De acordo com o boletim de ocorrência, a discussão começou ainda pela manhã, quando Edvaldo questionou uma vizinha, também familiar, sobre uma sacola de lixo deixada no corredor. A mulher rebateu dizendo que “não sabia de lixo e que a família estava de luto”, em referência à morte da criança.

Horas depois, a filha dessa vizinha retomou o assunto, reacendendo a confusão. Embriagado, Edvaldo teria retornado com o facão em mãos, ameaçando a mulher. Nesse momento, Kenedy acertou um golpe de madeira na cabeça do primo. No chão, ele foi atingido novamente pelo facão.

Edvaldo morreu no local. Ele deixa três filhos, de 7, 24 e 26 anos. Os suspeitos fugiram e ainda não foram encontrados.

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