Sindicato vai acompanhar investigação sobre morte de fiscal na casa de Bernal
Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, morto na tarde desta terça-feira (24), deixa esposa e três filhos
O Sindifiscal/MS (Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul) vai acompanhar a investigação sobre a morte de Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O fiscal tributário estadual foi morto na tarde desta terça-feira (24) pelo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, na casa da Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, onde o político ainda morava, mas tinha ido a leilão em 2025.
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Em nota de pesar, a entidade manifestou solidariedade à família e amigos e destacou que pretende atuar de forma vigilante na apuração do crime. “Neste momento de profunda dor, a diretoria manifesta suas mais sinceras condolências à família e aos amigos, e reafirma que prestará todo o apoio necessário, inclusive acompanhando de forma diligente a apuração dos fatos, na busca para que a justiça seja devidamente alcançada”.
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Roberto exercia o cargo de fiscal tributário estadual desde 2008. Ao longo da trajetória, ocupou funções como coordenador de Controle da Despesa, além de atuar no Cadastro Fiscal e no canal “Fale Conosco” da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). Atualmente, estava lotado na Agência Fazendária de Campo Grande, que funciona na sede da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), no Parque de Exposições Laucídio Coelho.
Roberto Carlos Mazzini deixa esposa e três filhos.
A morte – Conforme apurado pelo Campo Grande News, Roberto foi quem arrematou o imóvel de Bernal e nesta tarde, chegou ao local acompanhado de um chaveiro e uma notificação extrajudicial de despejo.
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que ainda mora no local, efetuou os disparos e a vítima foi atingida por ao menos dois tiros na varanda da casa.
Equipes de socorro realizaram tentativas de reanimação por cerca de 25 minutos, mas Roberto Carlos não resistiu e morreu no local. Uma das filhas da vítima acompanhou os trabalhos da perícia.
Após a morte, testemunhas relataram que Bernal deixou o local sem prestar socorro, mas se apresentou pouco tempo depois na 1ª Delegacia de Polícia.
O ex-prefeito alega legítima defesa. A versão é reforçada pelo advogado Oswaldo Meza, que acompanhou o ex-prefeito em interrogatório. Segundo ele, a entrada da vítima com auxílio de um chaveiro foi ilegal. “Arrombaram a casa dele”, disse, ao citar que o fiscal tributário estadual foi até o endereço com a intenção de assumir a posse do imóvel sem decisão judicial.
O jornalista Wendell Reis, do site InvestigaMS, conseguiu conversar brevemente com o ex-prefeito, provavelmente antes dele se apresentar à polícia. Bernal disse que foi avisado de invasão e reagiu a uma agressão. “Desta vez, fui avisado. Estavam arrombando a porta da sala. Quando me viram, tentaram me agredir e tive que me defender”, alegou.
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