Dólar sobe com tensão entre EUA e Irã e fecha cotado a R$ 5,25
Alta do petróleo e incertezas externas influenciam mercado; bolsa avança 0,35%
O dólar fechou em alta de 0,27% nesta terça-feira (24), cotado a R$ 5,25, pressionado pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que elevaram o preço do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorreu no cenário global, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,35% e encerrou o dia aos 182.561 pontos.
RESUMO
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O dólar encerrou o dia em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,25, impulsionado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevaram o preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent subiu 4,55%, fechando a US$ 104,49, enquanto o WTI avançou 4,79%, atingindo US$ 92,35. O cenário de instabilidade foi intensificado após bombardeios entre Israel e Irã, gerando preocupações sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. No Brasil, o Banco Central alertou sobre pressões inflacionárias decorrentes do conflito, especialmente nos preços dos combustíveis.
A alta da moeda acompanha a valorização do petróleo, que reagiu após a queda registrada na véspera. O barril do tipo Brent subiu 4,55% e fechou a US$ 104,49, enquanto o WTI avançou 4,79%, a US$ 92,35.
As tensões aumentaram após novos ataques entre Israel e Irã. Um bombardeio iraniano deixou feridos em Tel Aviv durante a madrugada, e Israel indicou a possibilidade de criar uma zona de segurança no sul do Líbano. No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que o Irã pode aceitar negociar, mas autoridades iranianas negaram qualquer diálogo.
O cenário elevou a cautela entre investidores, principalmente pelo risco envolvendo o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Analistas avaliam que os preços de energia devem permanecer altos, mesmo com eventual trégua no conflito.
No Brasil, o Banco Central divulgou a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e apontou que a guerra pressiona a inflação, sobretudo pelo impacto do petróleo nos combustíveis. A autoridade monetária indicou que deve manter os juros em nível restritivo por mais tempo.
Na última reunião, a entidade reduziu a taxa dos juros da economia de 15% para 14,75%, no primeiro corte em quase dois anos. Apesar da decisão, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos e destacou que o ritmo de queda pode ser mais lento diante das incertezas externas.
A instituição também informou que as expectativas de inflação voltaram a subir e seguem acima da meta. Além disso, apontou maior volatilidade no cenário internacional e reforçou a necessidade de cautela em países emergentes, como o Brasil.
Nos mercados globais, as bolsas de Nova York fecharam em queda. O índice Dow Jones recuou 0,18%, o S&P 500 caiu 0,37% e o Nasdaq teve baixa de 0,84%. Na Europa, o desempenho foi majoritariamente positivo, com destaque para a alta de 0,72% em Londres.
No acumulado, o dólar registra queda de 1,29% na semana e alta de 2,07% no mês. No ano, a moeda apresenta recuo de 4,53%. Já o Ibovespa acumula alta de 3,24% na semana, queda de 3,63% no mês e avanço de 12,91% em 2026.


