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Capital

Vigilante por anos na Capital, Luís deixou marcas em prédios e pessoas

Homem trabalhou no TJ e na Justiça Federal antes do acidente que tirou sua vida

Por Gabi Cenciarelli | 13/03/2026 15:48
Vigilante por anos na Capital, Luís deixou marcas em prédios e pessoas
Luís Mário de Lara nas redes sociais (Foto: Divulgação)

A profissão de vigilante é feita de silêncio, atenção e presença constante. São trabalhadores que passam noites observando corredores vazios, portarias e estacionamentos, atentos para proteger prédios e pessoas. Durante anos, foi assim que Luís Mário de Lara, de 49 anos, construiu sua rotina em Campo Grande.

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O vigilante Luís Mário de Lara, de 49 anos, faleceu após um acidente de trânsito em Campo Grande, quando seguia para seu turno de trabalho na Justiça Federal. Natural de Corumbá, ele construiu uma carreira respeitada na área de segurança, atuando em importantes instituições como o Tribunal de Justiça. Conhecido por sua dedicação profissional e caráter prestativo, Luís deixou marcas positivas por onde passou. Colegas e amigos destacaram sua humildade e comprometimento através de homenagens nas redes sociais. O Sindicato dos Vigilantes de Mato Grosso do Sul também prestou tributo ao profissional, que faleceu na quarta-feira (11).

Mais do que vigiar espaços, ele acabou marcando também quem convivia com ele. Após a confirmação da morte, amigos, colegas de profissão e conhecidos passaram a usar as redes sociais para se despedir e lembrar da trajetória do trabalhador.

Nesta sexta-feira (13), dia em que Luís foi sepultado em Corumbá, cidade onde nasceu, o Sindicato dos Vigilantes de Mato Grosso do Sul publicou uma homenagem lembrando a história do profissional. Na nota, o grupo destacou que ele nasceu em 17 de dezembro de 1976 e construiu uma vida marcada pelo trabalho e pela dedicação à profissão.

“Um trabalhador que, como tantos outros, saía de casa todos os dias para cumprir sua missão com coragem e compromisso”, diz trecho da publicação, que também presta solidariedade à família, amigos e colegas.

Vigilante por anos na Capital, Luís deixou marcas em prédios e pessoas
Peças de veículos na calçada da Rua Ceará (Foto: Juliano Almeida)

Nos comentários da postagem, quem conviveu com o vigilante descreve um homem simples, respeitado e sempre disposto a ajudar.

Para Eduardo Klainpaul, Luís era presença constante e confiável no dia a dia. “Luís era uma pessoa extremamente gente boa, sempre disposto a ajudar e um verdadeiro parceiro no dia a dia. No trabalho, se destacava pela dedicação, responsabilidade e pelo respeito com todos ao seu redor”, escreveu.

A dedicação ao trabalho e o jeito tranquilo também aparecem em outros relatos. Renan Salvador lembrou da convivência profissional e disse que Luís era reconhecido por todos nos locais onde atuava.

“Um cara sem palavras, excelente profissional, amigo, não tinha tempo ruim. Todos falam bem dele, desde o TJ e na Justiça Federal. Tive a honra de trabalhar do lado dele”, comentou.

Já Andreia Mendes destacou o lado humano do vigilante. “É muito triste saber que perdemos um ser humano incrível, super humilde, de coração puro. Um excelente profissional e colega. Pelo pouco que conheci, foi um ótimo pai e esposo”, escreveu.

Jeniffer Leque Corbelino Soares também comentou sobre a forma como ele tratava as pessoas no trabalho. “Não acredito que alguém fala que é mentira. Cara profissional padrão, amigo que é raro de ter no tribunal. Ajudava todo mundo”, disse.

Luís nasceu em Corumbá, mas construiu boa parte da vida profissional em Campo Grande, atuando como vigilante em diferentes postos, como o Tribunal de Justiça e a Justiça Federal. Para colegas e amigos, mais do que alguém que cuidava de prédios e patrimônios, ele era uma presença constante nos ambientes por onde passou.

O acidente - A morte aconteceu justamente quando ele seguia para mais um turno de trabalho.

Na noite de quarta-feira (11), a motocicleta conduzida por Luís foi atingida por um carro na Rua Ceará, na região da Vila Antônio Vendas. Ele estava a caminho do posto onde trabalharia naquela noite, na Justiça Federal, quando ocorreu a colisão.

Socorrido em estado grave, foi levado à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

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