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Lado Rural

Venda da soja chega a 32,5% e produtores adotam cautela diante de incertezas

Relatório mostra avanço na comercialização de grãos, mas com ritmo mais moderado nas negociações antecipadas

Por Jhefferson Gamarra | 13/03/2026 15:25
Venda da soja chega a 32,5% e produtores adotam cautela diante de incertezas
Silos para armazenamento de soja em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

A comercialização da safra 2025/2026 de soja em Mato Grosso do Sul alcançou 32,5% do volume estimado até fevereiro de 2026. Os dados constam no relatório Preço x Comercialização, elaborado pela Aprosoja/MS com base em informações da consultoria Granos.

RESUMO

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A comercialização da safra 2025/2026 de soja em Mato Grosso do Sul atingiu 32,5% do volume estimado até fevereiro de 2026, com preço médio ponderado de R$ 115,46 por saca. O ritmo de vendas mostra-se mais cauteloso em comparação a ciclos anteriores, refletindo a prudência dos produtores diante das incertezas do mercado.Para o milho, a safra 2024/2025 alcançou 86% da produção estimada comercializada, com preço médio de R$ 50,06 por saca. A safra 2025/2026 registra 14% do volume negociado, apresentando ritmo inferior aos anos anteriores devido a expectativas de melhores cotações e incertezas mercadológicas.

Somente no mês de fevereiro, as negociações da nova safra representaram 4,5% do total estimado, contribuindo para o avanço do percentual acumulado no estado. Considerando o volume já comercializado até o fim do mês, o preço médio ponderado da soja da safra 2025/2026 foi de R$ 115,46 por saca.

De acordo com a análise apresentada no documento, o ritmo de comercialização da safra atual apresenta um comportamento mais cauteloso quando comparado a ciclos anteriores, especialmente nas etapas iniciais de vendas. A avaliação indica que o ritmo mais lento de fixação de preços reflete uma postura mais prudente por parte dos produtores diante das condições do mercado.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o cenário ajuda a explicar essa estratégia. “Esse comportamento reflete a estratégia adotada pelos produtores diante de um cenário de alta produção e de um mercado ainda marcado por incertezas”, afirma.

No caso do milho, o relatório aponta que a safra 2024/2025 atingiu 86% da produção estimada comercializada até fevereiro de 2026, após negociações de 4% registradas no mês. Mesmo com esse avanço, o percentual ainda está quatro pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período da safra anterior.

Em relação aos preços, o valor médio disponível do milho no estado foi de R$ 50,06 por saca em fevereiro de 2026, enquanto o preço médio futuro ficou em R$ 49,87 por saca. Ambos os valores representam uma queda de cerca de 16% em comparação com fevereiro de 2025, quando as cotações estavam próximas de R$ 60 por saca.

Considerando apenas o volume efetivamente negociado, o preço médio ponderado do milho foi de R$ 51,87 por saca.

Para a safra 2025/2026 de milho, o levantamento mostra que 1,1% do volume foi comercializado em fevereiro, levando o acumulado para 14% da produção estimada negociada até o momento.

Esse percentual está 0,5 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. O preço médio ponderado do volume já comercializado da nova safra é de R$ 50,97 por saca.

O relatório aponta ainda que o início do ciclo de comercialização da safra 2025/2026 apresenta ritmo inferior ao observado em anos recentes no mesmo período. Entre os fatores associados a esse comportamento estão expectativas de melhora nas cotações, incertezas sobre o cenário de mercado e estratégias de gestão de risco adotadas pelos produtores diante dos custos de produção.

Nesse contexto, a comercialização antecipada segue avançando, mas em ritmo mais moderado, refletindo uma postura mais estratégica dos produtores na definição do momento de fixar preços tanto para soja quanto para milho no estado.