“Roubou minha maconha”, diz suspeito ao ser filmado matando em quitinete
Crime na madrugada terminou com prisão da dupla, que admitiu participação diante dos policiais
Renan Gabriel Barbosa de Souza, 27 anos, preso após confessar ter matado Ronaldo Rodrigues dos Santos, 57 anos, na madrugada deste sábado (21), foi filmado agredindo a vítima já sem vida, dentro de uma quitinete na Vila Santa Terezinha, em Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande.
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O registro, com cerca de 27 segundos, mostra Ronaldo caído no chão, com sinais de violência. Mesmo após a vítima já estar imóvel, Renan continua as agressões com um objeto semelhante a um pedaço de madeira.
Durante a gravação, Jackson da Silva Pedra, 35 anos, responsável por filmar a cena, questiona o motivo do ataque ao dizer: “o que ele fez com você?”. Renan responde: “ele me roubou, roubou minha maconha e roubou minha bolsa. Vou puxar uns 30 anos de cadeia, mas é assim que funciona”.
Em determinado momento, o homem que grava pede para que ele pare, dizendo: “tá bom, chega, chega”. Renan então finaliza dizendo: “É de exemplo para quem errar, tá bom família? É de exemplo para quem rouba”.
A gravação não mostra o início da agressão, apenas o momento posterior, quando a vítima já não apresenta reação.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, vítima e autores trabalhavam juntos em uma carvoaria e dividiam a mesma quitinete.
Prisão em flagrante - A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de briga. Ainda no deslocamento, surgiu a informação de que havia uma pessoa morta no local.
Nas proximidades, testemunhas abordaram a equipe e relataram que dois homens haviam acabado de cometer o crime, indicando o endereço. No interior da quitinete, os policiais encontraram o corpo de Ronaldo no chão, já sem vida.
Pouco depois, Renan e Jackson se aproximaram espontaneamente e admitiram envolvimento. Segundo os policiais, ambos apresentavam sinais de embriaguez e comportamento desorientado. Renan confessou a autoria e confirmou que Jackson havia filmado a ação. Os agressores foram detidos no local.
Testemunhas relataram que foram levadas até a residência sob a justificativa de ajudar uma mulher que pedia socorro. Ao chegarem, foram informadas de que o homicídio já havia ocorrido. Uma delas chegou a ver o corpo dentro do imóvel.
A área foi isolada para os trabalhos da perícia. A investigação é acompanhada pela delegada Tatiana Zyngier e Silva. O caso foi registrado como homicídio simples e está sendo investigado pela Polícia Civil.
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