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Em Pauta

O cultivo das primeiras roças no Mato Grosso do Sul

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 21/01/2026 07:25
O cultivo das primeiras roças no Mato Grosso do Sul

O extenso território do Mato Grosso do Sul por volta de 1.820 foi descrito por alguns viajantes que por aqui passaram. Pela escrita desses aventureiros é possível perceber a existência de propriedades voltadas ao cultivo de determinados alimentos. Ao visitarem a fazenda Camapuã observaram a existência no local do plantio de algodão, usado para a fabricação de roupas e de certos alimentos, como: cana-de-açúcar, o feijão e o milho.


O cultivo das primeiras roças no Mato Grosso do Sul

Escravizados e pobres livres.

A alimentação dos moradores era complementada com carne de vaca, suíno e aves, além de algumas ervas. Essas pequenas comunidades eram de escravizados e livres pobres. As populações eram reduzidas, não passavam de trezentos habitantes formada por “pretos crioulos”, “mestiços” e “mulatos”. Viviam de forma miserável, conforme os viajantes.


O cultivo das primeiras roças no Mato Grosso do Sul

Troca por vacas e cavalos.

Ninguém usava dinheiro. Todas as compras eram feitas por escambo. Trocavam alimentos e tecidos grosseiros por vacas e cavalos. Tinha grande valor para os viajantes o “milho socado”. Grande quantidade de bananeiras foi encontrada por eles. Possivelmente foram plantadas e abandonadas pelo explorador paulista João Lemos. Serviam para saciar a fome dos viajantes mais despossuídos. Também foram encontradas muitas laranjeiras e mamoeiros.


O cultivo das primeiras roças no Mato Grosso do Sul

As terras de Lourencinho.

Uma das primeiras fazendas que a história registrou foram as “terras de Lourencinho”. Esse proto-fazendeiro, plantou roça e estabeleceu uma moenda de cana para si e numerosa parentela, além de muitos outros pobres. À época, a comunidade contava com aproximadamente cem habitantes. Causa alguma perplexidade ler que um dos viajantes reparou “elementos de abundância e felicidade”. Já havia na fazenda do Lourencinho uma capela, sinal de fé e riqueza.

 

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