Pitbull que atacou grávida já havia ferido criança de 4 anos, admite tutora
Mulher teme vingança e envenenamento do cão como represália no bairro
Após a fuga e o ataque de um pitbull a uma mulher grávida, a tutora do animal, de 32 anos, teme retaliações e a possibilidade de envenenamento do cão. Maylon, de dois anos, aproveitou uma brecha no portão e saiu para a rua no fim da tarde desta segunda-feira (19), no Jardim Noroeste. Mas não foi a primeira vez.
RESUMO
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A tutora de um pitbull que atacou uma mulher grávida em Campo Grande teme retaliações e possível envenenamento do animal. O incidente ocorreu no Jardim Noroeste, quando o cão Maylon, de dois anos, escapou por uma brecha no portão. A proprietária, que sofre de depressão e ansiedade, mantém o animal preso após o ocorrido. Este não foi o primeiro ataque do pitbull, que anteriormente havia ferido uma criança de quatro anos. A tutora, que se mudou para o endereço há dois meses, afirma que o cão é dócil com a família, mas apresenta comportamento agressivo na rua. Ela se dispõe a ajudar a vítima, embora não tenha procurado a família por medo.
Na manhã desta terça-feira (20), a reportagem do Campo Grande News esteve na rua onde ocorreu o ataque. A dona de casa foi encontrada pensando em alternativas para manter o animal preso no quintal.
Enquanto a tutora avaliava como restringir o acesso ao portão, Maylon estava amarrado a uma coluna da varanda. “Aconteceu. Não é uma coisa que eu queria que acontecesse, entendeu? Eu cuido dele o máximo possível pra ele não escapar”, disse à reportagem.
Segundo a dona de casa, ela se mudou para o endereço há cerca de dois meses. Desde então, ela e os filhos utilizam três tijolos empilhados para evitar que o portão abra espaço suficiente para o pitbull acessar a rua.
No momento em que o cão escapou, a dona de casa recolhia roupas. “Quando eu vi, ele já estava indo para a rua. Foi o tempo de pegar a chave e, quando percebi, ele já tinha avançado. Eu não imaginava que ele ia fazer isso”, relatou.
A suspeita é de que Maylon tenha visto algum animal passando pelo portão e o tenha seguido. Ainda assim, ela afirma que toma cuidados constantes para evitar a fuga. “Às vezes eu nem saio; mando as crianças pularem o muro pra eu não abrir o portão”, contou.
Após o ataque, a tutora diz ter passado a receber ameaças, xingamentos e julgamentos. “Não foi culpa minha. Eu tenho problemas de depressão e ansiedade. Eu não queria que isso acontecesse. Eu sou apegada a esse cachorro. Ele me cura de vez em quando”, afirmou, emocionada.
Por medo de represálias, ela não procurou a família da vítima, mas diz querer saber como a grávida está e se coloca à disposição para ajudar. “Se alguém aparecer aqui pedindo ajuda, eu tô disposta. Não tenho muito pra dar, porque não trabalho por causa da ansiedade. Faço algumas diárias e estou para receber do INSS, mas o que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, disse.
O receio de sofrer represálias também envolve ameaças ao animal. “Tenho medo de fazerem alguma coisa com ele. O jeito que encontrei é deixar preso, pelo menos vindo até aqui, onde tem sombra, para deitar no cantinho dele, e não correr risco de jogarem veneno”, explicou.
Ela afirma que o cão é manso com ela e os dois filhos, mas que o comportamento muda quando está na rua. “A gente não entende por que ele é assim, de atacar os outros. Acho que ele ficou desse jeito por causa de um outro cachorro que surrava muito ele”, disse.
O ataque desta segunda-feira não foi o primeiro envolvendo Maylon. Em um endereço anterior, o animal teria escapado enquanto a filha da tutora, de 8 anos, saía de casa. “Infelizmente, ele escapou e atacou uma criança de quatro anos”, lamentou.
A dona de casa também relata que há outros cães soltos na região. “Aqui no bairro o que mais tem é pitbull solto. Se não fosse o meu, poderia ter sido de qualquer outra pessoa. Eu vejo vários no meio da rua quando saio. Infelizmente, o azar foi no meu”, desabafou.
O Campo Grande News procurou a Santa Casa para saber o estado de saúde da vítima, mas até o momento não recebeu retorno.
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