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Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 17/01/2026 08:10
Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

A maioria das especies tem diferenças fisiológicas entre machos e fêmeas. São elas que estão preparadas para parir ou por ovos. Os machos entram apenas com a fertilização. Essa regra é válida especialmente para os mamíferos como nós, mas há peixes e aves que agem de maneira diferente. O caso dos cavalos marinhos é o mais interessante.


Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

O macho grávido.

No caso dos cavalos marinhos, o que ocorre é que as fêmeas transferem os ovos para uma bolsa incubadora que só os machos tem. Eles fertilizam e, depois, incubam os ovos. É assim que mantém os ovos a salvo para permitir que os embriões desenvolvam. Uma vez que os ovos tenham desenvolvido, são os machos que expulsam os ovos em contrações muito similares às de um parto. Podemos dizer que os machos cavalos marinhos ficam grávidos.


Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

A boca é a barriga grávida.

Um sistema muito parecido ao dos cavalos marinhos tem os peixes pipas para a fertilização e incubação dos ovos. A única diferença é que ao invés dos machos terem uma bolsa para acondicionar os ovos, eles são mantidos na boca dos machos até o momento da eclosão.


Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

O pinguim macho é o guarda-ovos.

Também há casos de incubação de ovos por machos em algumas especies de aves. Por exemplo, no caso do pinguim imperador são os machos que incubam o único ovo que a fêmea põe. Eles mantém o ovo aquecido entre as patas enquanto a fêmea procura alimentos, uma inversão de papéis muito clara. O pai cuida do ovo durante dois meses, em temperaturas congelantes, sem comer, até que a fêmea retorne do mar. Quando crescem, formam “creches”, com milhares de pinguinzinhos para se manterem aquecidos e protegidos enquanto os pais se alimentam no mar.


Macho grávido, o estranho mundo em que eles parem ou põem ovos

A vantagem evolutiva.

Esse tipo de criação tem um evidente menor custo energético para as fêmeas. Como elas não parem e não incubam os filhotes ou ovos, estão prontas para ter mais crias. É assim que a sobrevivência da especie tem mais êxito já que conseguirá aumentar o numero de descendentes.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.