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Saúde e Bem-Estar

Ferramenta inédita permite acompanhar o desenvolvimento de crianças indígenas

Sistema amplia acompanhamento pediátrico e identificação precoce de doenças

Por Kamila Alcântara | 17/01/2026 08:16
Ferramenta inédita permite acompanhar o desenvolvimento de crianças indígenas
Crianças indígenas sorriem para câmera (Foto: João Risi)

O Ministério da Saúde lançou um módulo inédito para monitorar o desenvolvimento de crianças indígenas de 0 a 10 anos em todo o país. A nova ferramenta foi desenvolvida pela Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) e passa a integrar o Siasi (Sistema de Atenção à Saúde Indígena), base oficial de dados da saúde indígena no Brasil.

RESUMO

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O Ministério da Saúde lançou uma ferramenta inovadora para monitorar o desenvolvimento de crianças indígenas de 0 a 10 anos em todo o Brasil. O novo módulo, desenvolvido pela Secretaria de Saúde Indígena, será integrado ao Sistema de Atenção à Saúde Indígena, permitindo acompanhamento pediátrico padronizado e identificação precoce de doenças.A ferramenta auxiliará equipes multidisciplinares nos territórios indígenas, possibilitando avaliação neuropsicomotora, triagem neonatal e rastreio de transtornos do espectro autista. O lançamento oficial acontecerá em Brasília, com transmissão online e participação de representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas do país.

A proposta é permitir acompanhamento pediátrico integral e padronizado, com registro dos marcos do desenvolvimento infantil e identificação precoce de agravos e doenças comuns na infância indígena. Até então, o sistema não contava com um campo específico para esse tipo de monitoramento, o que dificultava a análise dos dados e a organização das informações.

Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena, o novo módulo representa um avanço concreto no cuidado com a infância indígena. “Com esse módulo inédito, teremos melhorias no acompanhamento pediátrico integral dessas crianças e poderemos registrar os marcos de desenvolvimento. Dessa forma, será possível a identificação precoce de agravos e doenças prevalentes na infância”, afirmou.

A ferramenta também deve apoiar diretamente o trabalho das equipes multidisciplinares que atuam nos territórios indígenas. Entre as funcionalidades estão a organização da puericultura, a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, o acompanhamento da triagem neonatal, o rastreio de sinais de risco para o transtorno do espectro autista e a identificação de situações de vulnerabilidade, inclusive suspeitas de violência.

Outro ponto destacado pelo Ministério da Saúde é o fortalecimento da articulação entre a atenção primária e a vigilância em saúde, além do diálogo com especialistas das medicinas indígenas, ampliando a abordagem do cuidado para além do modelo estritamente biomédico.

O lançamento oficial do módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância Indígena no Siasi ocorre na próxima segunda-feira (19), às 15h, no auditório Emílio Ribas, na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. O evento terá transmissão pelo canal da Sesai no YouTube e contará com a participação de representantes dos DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) de todo o país.

Mato Grosso do Sul - No Brasil, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena é organizado em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que não seguem os limites estaduais e são definidos a partir de critérios territoriais, populacionais e etnoculturais. Cada distrito é responsável pela gestão descentralizada da saúde indígena em sua área de atuação.

Em Mato Grosso do Sul, o DSEI é o de número 20, com sede em Campo Grande. A estrutura inclui unidades básicas de saúde indígena, polos-base e casas de saúde indígena, responsáveis por garantir o atendimento e o apoio às comunidades indígenas do Estado.

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