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Economia

Comércio e serviços sustentam expansão de empresas em Mato Grosso do Sul

Capital lidera ranking de novos negócios; indústria representa apenas 2,6% das aberturas

Por José Cândido | 12/03/2026 11:17
Comércio e serviços sustentam expansão de empresas em Mato Grosso do Sul
Comércio segue como um dos principais motores da abertura de novas empresas em Mato Grosso do Sul. (Foto Campo Grande News)

O setor terciário continua sendo o principal motor da abertura de empresas em Mato Grosso do Sul. Dados do Relatório de Aberturas e Fechamentos de Empresas, divulgado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com base em informações da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), mostram que 2.371 novos negócios foram registrados no Estado apenas no primeiro bimestre de 2026.

RESUMO

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O setor terciário lidera a abertura de empresas em Mato Grosso do Sul, com 2.371 novos negócios registrados no primeiro bimestre de 2026. Campo Grande concentra 44% dos empreendimentos, seguida por Dourados e Chapadão do Sul. Serviços e comércio representam 97,4% das novas empresas.Apesar do dinamismo na abertura de negócios, o índice de rotatividade empresarial atingiu 90,1% em fevereiro, resultando em saldo negativo de 178 empresas. A Receita Federal intensifica a baixa de empresas inativas para atualização cadastral, contribuindo para o aumento nas estatísticas de fechamento.

A capital segue como principal polo empreendedor. Somente em fevereiro, Campo Grande concentrou 664 novas empresas, o equivalente a cerca de 44% de todos os registros do Estado. Na sequência aparecem Dourados, com 138 aberturas, e Chapadão do Sul, com 130 novos empreendimentos.

O levantamento confirma a predominância do setor terciário na economia sul-mato-grossense. Serviços lideram com ampla vantagem, respondendo por 78,2% das empresas abertas entre janeiro e fevereiro. O comércio aparece em segundo lugar, com 19,2%, enquanto a indústria representa apenas 2,6% dos novos registros.

Esse cenário reforça o perfil do empreendedor local, que tem buscado oportunidades principalmente em atividades ligadas ao consumo e à prestação de serviços.

Alta rotatividade no mercado

Apesar do ritmo de abertura de empresas, o relatório também acende um alerta para a alta rotatividade empresarial. Em fevereiro, o índice de rotatividade saltou para 90,1%, superando os 72,5% registrados no mesmo período do ano passado.

O aumento nos encerramentos resultou em um saldo negativo de 178 empresas no acumulado do ano, com crescimento de 18,61% nas baixas.

No entanto, parte desse movimento está relacionada a um processo administrativo. Segundo o relatório, a Receita Federal tem intensificado a baixa de empresas inativas para atualizar cadastros e reduzir a inadimplência, o que acaba inflando as estatísticas de fechamento.

Base econômica no consumo

Mesmo com o ajuste cadastral, o cenário desenhado no início de 2026 mostra que a economia estadual segue fortemente apoiada no comércio e nos serviços.

Para a CDL Campo Grande, os números reforçam a importância de políticas de incentivo ao empreendedorismo nesses setores.

“O domínio do comércio e dos serviços nas estatísticas de abertura mostra que o empreendedor sul-mato-grossense continua apostando em atividades voltadas ao consumo e ao atendimento. O desafio agora é garantir que essas empresas não apenas abram, mas tenham condições de crescer e se consolidar no mercado”, destaca a entidade.

O retrato do primeiro bimestre indica, portanto, um mercado ainda dinâmico, mas que exige atenção à sustentabilidade dos novos negócios — especialmente nos segmentos que hoje sustentam a maior parte da atividade econômica do Estado.