Jean fez sua bike virar parada do salgado e geladão na 14 de Julho
Em frente à loja Riachuelo, a “food bike” do vendedor Jean Vargas tem matado a fome de quem passa na região
Uma bicicleta personalizada, com caixas térmicas, guarda-sol e até música, virou parada de lanche para quem passa pela Rua 14 de Julho. Em frente à loja Riachuelo, a “food bike” do vendedor Jean Vargas, de 42 anos, virou ponto do salgado, do geladão gourmet e de outras guloseimas que ajudam a matar a fome de quem circula pela região.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Jean Vargas, de 42 anos, transformou uma bicicleta adaptada em uma "food bike" na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. Com caixas térmicas e música ambiente, o empreendimento oferece salgados, geladão gourmet e outras guloseimas a preços acessíveis, atendendo de segunda a sábado. Após 13 anos gerenciando uma lanchonete com a esposa, Jean reinventou-se nas ruas vendendo brigadeiros. O negócio evoluiu para a atual food bike, que se tornou a principal fonte de renda familiar. Diariamente, ele pedala 25 minutos do bairro Tijuca II até o Centro para manter seu sustento.
Jean trabalha no local de segunda a sábado, sempre no período da tarde. O cardápio é acessível e tem salgados a R$ 3,50, geladão gourmet de 200 ml por R$ 10, além de suco natural de laranja, torta de frango, salada de frutas e doces.
O salgado é a novidade mais recente do negócio. Segundo Jean, a ideia de vender opções salgadas surgiu em dezembro, depois de perceber que muitos clientes queriam algo rápido para acompanhar a bebida ou o doce.
“Como a gente faz muito doce, os clientes começaram a pedir algo salgado. Aí veio a torta de frango, depois a esfirra, pão italiano com presunto, muçarela, tomate e orégano, e o enroladinho de salsicha com queijo. Foi uma parceria com um fornecedor e acabou dando certo”, conta.
Apesar da novidade, o verdadeiro carro-chefe continua sendo o geladão gourmet. Os sabores variam bastante e mudam quase todos os dias para evitar repetição. Entre os mais procurados estão maracujá com Nutella e leite Ninho com Nutella.
“Já perdi até a conta de quantos sabores a gente já fez. Tem também Oreo, paçoquinha com doce de leite, além dos de fruta, como morango, uva, maracujá e abacaxi, sempre com pedaço da fruta, geleia ou calda”, explica.
A história do negócio começou bem antes da bicicleta. Jean e a esposa tiveram uma lanchonete por 13 anos, mas precisaram fechar o estabelecimento quando ela passou a fazer um tratamento de saúde.
Foi então que ele decidiu voltar para a rua vendendo brigadeiro gourmet. Aos poucos, o cardápio cresceu e ganhou trufas, alfajores e depois o geladão, que acabou se tornando o produto mais procurado.
“No começo eu andava pelo comércio vendendo. Ia nas lojas, no camelódromo. No final do dia sempre parava aqui na 14. Até que resolvi ficar fixo”, lembra.
A bicicleta veio depois, quase por acaso. Jean havia comprado a bike para levar e buscar o filho na escola, mas teve a ideia de transformá-la em ponto de venda.
Inspirado nas food bikes comuns em praias do litoral, ele adaptou a estrutura com caixas de isopor para armazenar os produtos, espaço para embalagens e até um pequeno sistema de som.
“Eu juntei o útil ao agradável. A bicicleta virou meio de transporte e também meu local de trabalho”, diz.
A bike tem quatro caixas, três delas para os geladões e outra para embalagens e utensílios. O guarda-sol garante sombra e a mesinha de apoio fica guardada em um comércio próximo. No fim do expediente, tudo é desmontado e levado embora.
Morador do bairro Tijuca II, Jean pedala cerca de 25 a 35 minutos até o Centro todos os dias. Apesar de parecer pesada, ele garante que a bicicleta é leve e bem ajustada. ‘Ela tem marcha boa, pneus bons e eu faço manutenção sempre. O pessoal acha que é pesada, mas é tranquila”, comenta.
Hoje, a pequena estrutura sobre duas rodas é a principal fonte de renda da família. Jean vive do negócio ao lado da esposa e do filho, que está prestes a completar 14 anos.
“É daqui que sai o sustento da casa: água, luz, internet, lazer. É o nosso salário. Trabalhar na rua é ter meta todo dia, correr atrás. Mas graças a Deus está dando para manter a família”, finaliza.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.





